Ausência já começa a ser sentida na rotina do Judiciário
Ausência de diálogo, esse foi o principal motivo para que os servidores do Poder Judiciário do Acre entrassem em greve por tempo indeterminado.
Mais de mil trabalhadores vão cruzar os braços para pedir que o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) seja cumprido. O acordo foi realizado na última greve, realizada em 2012, mas, segundo a categoria, a presidência do Tribunal de Justiça não cumpriu com o prometido e não quis mais voltar a tratar dos benefícios.
“A maioria, eles não vão interferir diretamente no orçamento do Tribunal. Por exemplo, folga em dobro, banco de horas e assim por diante”, pontua o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário, Rangel Araújo.
Durante o ato do início do movimento, os servidores pontuaram que vão assinar uma lista de presença diariamente para reafirmar a insatisfação com o rumo dado às negociações e assim garantir os seus direitos.
O Sindicato dos Oficiais de Justiça também aderiu à greve. “Nós tínhamos inicialmente, só do Juizado Criminal Especial, vinte conduções, ou seja, vinte pessoas que iam ser conduzidas deixaram de ser. Hoje vão ter aproximadamente trinta audiências no fórum criminal que vão deixar de ser realizadas”, contou o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Acre, James Cley Borges.
Diante do impasse, os servidores asseguraram que vão continuar trabalhando com os serviços essenciais, mas pedem a compreensão e o apoio da população na ausência de atendimento e em possíveis transtornos com a demora.
A presidência do TJ deve pleitear a ilegalidade da greve a fim de paralisar o movimento. A assessoria informou ainda, que por enquanto, não vai se pronunciar sobre o assunto.



