Governo explica problemas na gestão do espaço público
A Cidade do Esporte é um dos exemplos de projetos em Rio Branco que não deram certo e que estão no abandono. Falta de recursos é uma das justificativas da secretaria para o problema.
Há poucos metros do Estádio Arena da Floresta, onde também funciona a Secretaria de Esportes do Estado, estão localizados dois projetos excelentes, mas que não funcionam.
A Cidade do Esporte, que custou mais de R$ 2 milhões, passa por uma limpeza. Contudo, continua com os velhos problemas de sempre. No local onde foram construídas quadras de futsal, basquete e voleibol, por exemplo, o vandalismo se apropriou e transformou em sucata muitos recursos que poderiam ser utilizados por esportistas e pela própria comunidade.
Até os imóveis que foram construídos com alto preço não escaparam. O quiosque teve a janela violada e serve para depósito de lixo. Várias telhas estão quebradas.
No banheiro, há poucos metros do quiosque, mais abandono. Dentro a situação é deplorável. Fora, as marcas do vandalismo nas paredes e no telhado.
Do outro lado do Estádio, outro projeto importante e que parece ter entrado no esquecimento. No local, onde foi feita terraplanagem, um projeto prevê a construção de três campos para treinamento de futebol. Por enquanto, os meninos do bairro brincam de bola em uma das áreas que não foi totalmente coberta pelo mato.
Segundo a secretária de Estado de Esportes, Shirley Santos, os problemas giram em torno da falta de recursos.
A Cidade do Esporte, por exemplo, tem projeto para revitalização na ordem de R$ 500 mil, mas que ainda não foi liberado. “Nós precisamos desse recurso federal. O projeto está pronto desde o mês de abril, mas infelizmente, como não houve o repasse, nós não tivemos como dar continuidade”, explicou.
No espaço, segundo a secretária, com a revitalização, o Estado pretende desenvolver atividades para ressocialização de menores em conflito com a lei.
Nesta segunda-feira, iniciou limpeza do mato no local, mas de acordo com a secretária, esse não é o único problema que afasta a comunidade não das quadras.
Para ela, o calor, devido à falta de sombreamento, é um obstáculo para a Cidade do Esporte não ter caído no gosto do usuário.
“Nós vivemos num Estado onde as temperaturas são muito altas. Então, até a própria comunidade costuma usar pouco o espaço”, afirmou.
Quanto aos campos de futebol, a secretária explica que a obra tem prazo para ser entregue em fevereiro de 2017. Contudo, como falta repasse federal para concluir o serviço, a conclusão deve demorar mais tempo.



