Segurança como um direito foi lembrada durante passeata
A passeata pela paz e por segurança pública chamou a atenção dos moradores e comerciantes do bairro. A mensagem não era para a comunidade, mas para as autoridades públicas.
Cansados de ver a escola ser saqueada e ficar sem materiais básicos para as aulas, os estudantes levantaram cartazes e as vozes, pedindo atenção ao problema que se arrasta.
Os estudantes representam a escola Pedro Martinello, que fica no bairro Montanhês, periferia de Rio Branco. A comunidade escolar vive uma sequência de furtos que tem tirado a paz de alunos e professores. Já foram registrados 10 boletins de ocorrência ao longo do ano e pelo menos 15 chamadas de socorro à Polícia.
O último furto aconteceu no feriado de finados. Os criminosos não respeitaram nem a sala dos professores. Entraram e arrombaram todos os armários, esvaziando os compartimentos dos mestres da escola. Pelo menos 10 salas foram arrombadas nessa última ação. “O dia após a invasão foi frustrante”, relata a diretora Katiane Andrade.
Ela assumiu a escola este ano e afirma que até setembro a paz reinou. Mas, a partir daí, a série de furtos tem causado sérios prejuízos. Na sala de recursos, foram roubados 13 tablet’s, 2 notebooks, entre outros materiais importantes para as aulas com alunos especiais.
Também foram furtadas 45 bolas usadas nas diversas categorias de atividades de educação físicas. Materiais que estavam na embalagem. Caixas de som, computadores entre outros itens, também entram na conta.
A escola conta com vigilância por câmeras, mas os criminosos em todas as investidas cortam o sistema e não são registradas imagens. Os alunos pedem vigilante para a escola e policiamento escolar.
A manifestação percorreu a rua Flaviano Melo, saindo do bairro Montanhês e chegando no bairro Tancredo Neves. Parou justamente no cruzamento onde fica o Box da Polícia Miliar. Um ato simbólico por Segurança, já que o posto policial foi desativado há muito tempo.



