Revisão de gastos tem eleição da Mesa como cenário
O clima anda longe da tranquilidade na Câmara de Rio Branco. A Mesa Diretora não divulga, mas existe uma pressão em cima do presidente Manuel Marcos, para fazer uma prestação de contas interna.
Esse tom de discórdia levou os vereadores a discutir quem vai assumir a vaga de Manuel Marcus na presidência da casa no ano que vem.
Nos corredores, o PT já indicou que não abre mão da presidência. Por isso, colocou os vereadores da sigla para brigar pela vaga: Rodrigo Forneck, Mamed Dankar e Antônio Morais estariam numa disputa interna.
A oposição não vai lançar candidato e pode apoiar Antônio Morais, que não é petista de carteirinha e consegue espaço na base e oposição. O vereador N. Lima até já adiantou o voto e quer Morais, porque pode levar “mais tranquilidade” às contas da casa.
Os vereadores pré-candidatos não querem falar sobre o assunto. A escolha da Mesa Diretora deve acontecer após as eleições.
Outro cargo importante que está em jogo é a secretaria da Câmara. Essa cadeira a oposição pretende lançar um nome, mas, sem a pretensão de ganhar. Afinal, a prefeita Socorro Neri tem a maioria na Casa e basta uma ordem superior para minar ou fazer crescer uma candidatura.
Na Câmara, o que mais se critica na gestão da Mesa Diretora é que os recursos da Casa estão ficando escassos, mesmo o Legislativo recebendo um duodécimo mensal de quase R$ 2 milhões.
Esse desencontro nas contas tem endereço e vem principalmente com o pagamento de alugueis que envolvem o prédio da Câmara e os gabinetes dos vereadores. Tem ainda a locação de dois veículos para cada parlamentar e o gasto excessivo com pessoal.



