Governo do Acre contesta números do IBGE
Dos estados da região Norte, o Acre é o que apresenta o maior número de analfabetos entre pessoas acima dos 15 anos de idade. De acordo com a Pesquisa por Amostra de Domicílio do IBGE, 12% dos que estão acima dessa faixa etária na sabem ler e escrever no Estado.
A média nacional é de 7% e o índice do Acre é igual as estados da região Nordeste onde estão os piores quadros do analfabetismo do país.
Dentre os motivos apontados na pesquisa para tantos analfabetos é que muitos jovens largam a escola para trabalhar e cerca de 20% chegam dizer que não tinham interesse em estudar.
A educadora Gessivânia Araújo, diretora da maior escola de ensino médio de Rio Branco, o Cerb, acredita que os números altos do analfabetismo começam pela própria família que não ajuda o jovem a buscar conhecimento. O outro responsável pelo problema é a política pública: “O Estado tem que ver a Educação muito além da escola. Sem perspectiva, os jovens desistem de estudar”, analisou.
Os números do IBGE vão de encontro à propaganda do Governo do Estado que sempre mostrava números positivos na luta contra o analfabetismo.
O secretário adjunto de Educação do Acre, Evaldo dos Santos Viana, chegou a dizer que os dados do IBGE não condizem com a realidade ou com o trabalho do governo. Para ele, os números não são claros, não especificam as regiões ou município onde as pesquisas foram realizadas.
“Em 2017, 20 mil pessoas participaram do programa ‘Quero Ler’ que ajuda pessoas adultas a aprender ler e escrever”, alertou.



