Até presidente da Comissão de Transporte não debateu
A sessão dessa quinta-feira na Câmara de Rio Branco começou com boa parte das cadeiras da vazias. Seis dos 17 vereadores da Capital estão viajando, ganhando diárias do município, um custo de mais de R$ 60 mil.
Antônio Morais, Artêmio Costa, Carlos Juruna, Célio Gadelha, Elzinha Mendonça e Railson Correia saíram do Estado justamente quando a Câmara discute o reajuste da tarifa do transporte coletivo. A postura de descompromisso com a política municipal fica ainda mais evidente com o gesto do vereador Raílson Correia. Ele é o presidente da Comissão de Transporte da Câmara.
Nessa quinta-feira, aconteceu uma reunião dos vereadores com a Câmara Técnica que analisou as planilhas da prefeitura e aprovou o reajuste da tarifa de R$ 3,50 para R$ 4,03.
Dos cinco membros da comissão, apenas três compareceram: Crea e a Federação do Comércio não apareceram.
Dos nove vereadores presentes à sessão, já que o presidente da Casa, vereador Manuel Marcos, faltou ao trabalho, apenas três foram ouvir as explicações da RBTrans sobre o reajuste da passagem urbana: Jacson Ramos, Eduardo Farias e Rodrigo Forneck. A oposição não aceitou participar do encontro.
Nas contas da RBTrans e dos outros membros da Câmara Técnica, as empresas estão trabalhando com as contas no vermelho. Segundo o diretor da RBTrans, Gabriel Forneck, mensalmente, para cumprir os itinerários, os veículos rodam 1,1 milhão de quilômetros.
Isso atende 2,3 milhões de passagens pela roleta. “O problema é que 27% desse número são de gratuidades. Depois vem os gastos com combustível, lubrificante e folha de pagamento. O sistema tem um custo alto”, explicou Forneck.
Como os três vereadores que participaram da reunião são da base da prefeita, não houve questionamento sobre os valores da planilha. O grande embate sobre o tema deve acontecer nessa sexta-feira, durante audiência pública que será realizada também na Câmara de Rio Branco. Dessa vez a RBTrans e Câmara Técnica vão ter que se explicar para a população.



