Demissões de funcionários foram suspensas
O Governo do Estado sofreu mais uma derrota no projeto de acabar com o Pró-Saúde. Em julho, seriam demitidos mais de 200 funcionários, que já estão cumprindo aviso prévio. Só que a Justiça do Trabalho determinou que o governo suspenda todas as demissões até a próxima audiência, que será realizada em julho.
O sindicato dos servidores mostrou que esses funcionários são essenciais para o funcionamento de vários setores dos hospitais. Segundo o presidente Adailton Cruz, no Pronto Socorro de Rio Branco, por exemplo, o setor de classificação de risco, as observações pediátrica e de trauma estão fechadas; a sala de medicamentos funcionava com 4 servidores, agora são apenas dois para atender toda a demanda da unidade.
“O governo já demitiu 700 funcionários contratados pelo Pró-Saúde e nem 10% dessas vagas foram repostas. Com isso os serviços ficaram prejudicados. Nova intenção é manter os empregos e trazer de volta os demitidos”, disse.
O governo começou a demitir os funcionários do Pró-Saúde apoiado em decisão da Justiça do Trabalho e nem recorreu da sentença.
A Assembleia Legislativa aprovou lei transformando o Pró-Saúde em autarquia, numa tentativa de salvar os empregos. O governo vetou, mas os deputados sancionaram a norma, só que Justiça entendeu ser inconstitucional.
Agora, a decisão da Justiça se baseia no prejuízo que será para as pessoas que foram buscar tratamento nos hospitais. Se o governo continuar o plano de demissão a multa está prevista em R$ 10 mil por cada trabalhador.



