Rodrigues Alves e Bujari têm menor cobertura no Acre
O Ministério da Saúde alertou os governos estaduais que estão com cobertura vacinal contra a poliomielite abaixo de 50%. Há real ameaça de um surto da doença, caso os estados não adotem medidas emergenciais.
Em todo o país, 312 municípios estão em risco de acordo com o Ministério da Saúde, que leva em consideração os dados de 2017. O cenário mais preocupante é a do estado da Bahia, que não conseguiu atingir os 50% do grupo de risco, ou seja, crianças abaixo de cinco anos. Além disso, o estado nordestino apresenta o maior perceptual de municípios no levantamento (15%), seguido por outro estado do Nordeste, o Maranhão, com 14,29%.
Bujari e Rodrigues Alves são os municípios acrianos presentes na lista apresentada pelo Ministério da Saúde com 22,73% e 33,08% de cobertura vacinal, respectivamente. “O principal executor das ações é o próprio município. O papel do Estado é capacitar, assessorar e monitorar os profissionais da ponta para que essas ações sejam eficientes”, pontuou a gerente da divisão de imunização do Acre, Maria Auxiliadora Holanda.
Os números de 2017 mostram ainda que o Estado do Acre apresenta 69,53% de cobertura vacinal. Este número não está próximo do ideal. “Apesar de todas as ações promovidas tanto pelo estado quanto pelas prefeituras, é fundamental que os responsáveis levem as crianças até a unidade de saúde e siga o calendário de vacinação de seus filhos. Muitos desses pais ficam acomodados, aguardando a visita do profissional de saúde em casa, porém, a maioria dos municípios não possui estrutura para isso”, alerta.
Sobre a pólio
A poliomielite ou “paralisia infantil” é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O déficit motor instala-se subitamente e sua evolução, frequentemente, não ultrapassa três dias. Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido.
A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poli vírus.



