Elas querem que o Estado justifique a morte dos filhos
Esse é o segundo manifesto que as famílias fazem em Rio Branco para chamar a atenção de outras famílias que perderam filhos para a violência. O grupo fez uma marcha pelas principais ruas do centro da cidade e a primeira parada foi no escritório do governo.
Com a ajuda de um carro de som, cobraram do Governo do Estado medidas urgentes para reduzir as mortes violentas no Estado e exigiram investigações que apontem os culpados por tantos homicídios.
As famílias estão revoltadas porque os filhos foram parar na lista dos jovens assassinados por causa da guerra de facções, quando, na verdade, eles foram mortos injustamente.
A dona de casa Raimunda Cunha perdeu o filho Cleiton Júnior, de 24 anos, quando ele estava próximo a um bar. Nas contas da polícia, foi mais uma vitima da guerra de facções. “É esse discurso é que vem revoltando as famílias. Meu filho nunca foi a uma delegacia. Morreu próximo de casa. Ele tinha um filho pequeno e não vai poder cuidar da família e ainda vem um delegado dizer que isso é normal”, reclamou.
A Maria Auxiliadora levou a foto do filho para cobrar do governo uma resposta sobre a morte do filho. O Júlio César foi morto há 11 meses e até hoje não há pistas dos culpados. “Estou cobrando das polícias há 11 meses. Todo esse período sofrendo, e o delegado ainda pergunta se eu descobri alguma coisa”, disse revoltada.
A Iolanda Nascimento quer saber por que a filha levou 11 tiros, a maioria na cabeça. A jovem, que gostava de futebol, tinha apenas 23 anos e muitos sonhos, mas a vida foi tirada de uma hora para outra e a polícia não consegue buscar explicações para a família.
O movimento ficou meia hora em frente ao escritório de governo, depois seguiu para a Assembleia Legislativa.



