Medida foi acordada entre gestores dos três poderes
Representantes do poder Executivo, Legislativo e Judiciário do Acre, em coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (26) anunciaram que vão devolver ao comando da Polícia Militar, parte do efetivo policial cedido aos poderes. A guarda pessoal de deputados, juízes, promotores, secretários, prefeitos e governador, além da segurança de patrimônio, é feita por policiais militares.
Na verdade, nem governo, prefeitura, Ministério Público, Assembleia Legislativa e Poder Judiciário vão ficar sem segurança. Policiais da reserva serão convocados para suprir a ausência dos militares que foram remanejados. A ideia é devolver os mais jovens, ao policiamento ostensivo da Capital.
“Essa luta é pela paz, contra a violência e contra esse ambiente de insegurança, estamos fazendo unidos. Unidos e com muita dedicação de cada um”, disse o governador Tião Viana.
De imediato, 20 policiais serão devolvidos e vão atuar no Batalhão de Operações Especiais (Bope) e no grupo de elite em duas rodas (Raio). Essa foi uma resposta do governo à crescente violência, e como mesmo disse o governador, o ambiente de insegurança que se instalou, principalmente na Capital, aonde as facções lutam para demonstrar poder e tomar territórios.
Segundo o comandante da PM, coronel Marcos Kinpara, tanto primeiro, quanto segundo distritos, serão atendidos pelos policiais que mudam de função. “São treinados para rua, para a ostensividade, de motocicletas”, explicou.
Conforme informado na coletiva, os militares da reserva devem passar por exames médicos e psicológicos antes de voltar às ruas. Um dos exames mostra se o policial faz uso de drogas ou tem transtornos mentais.
A PM não quer repetir o mesmo erro de 2016, quando um sub-tenente da reserva matou o colega de trabalho com um tiro, dentro do quartel, após uma discussão. O sub-tenente José Adelmo tinha sido convocado para atuar nas ruas, mas não passou por nenhum exame.



