Candidato fala em criar Guarda Nacional permanente
O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, minimizou os números do Datafolha que apontam queda na intenção de voto ao tucano, durante agenda de campanha realizada no Acre na manhã de sábado.
Para o ex-governador, a partir de agora, é que se terá melhor definição por parte do eleitorado. “Estamos embolados no segundo lugar”, interpretou. “Nós temos hoje 51 por cento dos prefeitos do Brasil. Isso vai fazer diferença. A nossa aliança coloca mais de dois mil e setecentos prefeitos que vão se integrando”.
Durante entrevista coletiva na sede do PSDB no Acre, o tucano evitou falar do discreto apoio que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem dado à campanha. Faltando menos de três semanas para o primeiro turno, FHC tem se envolvido pouco no processo até mesmo em redes sociais.
“Só com experiência se governa. Sem convicção não se cria caminhos de futuro. Avalie quem junta estas virtudes e vote”, aconselhou o ex-presidente no twitter, sem citar o companheiro de partido Geraldo Alckmin.
O candidato também se esquivou de falar sobre a avaliação do senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), em entrevista publicada na última quinta-feira no jornal O Estado de S. Paulo. O presidente do Instituto Teotônio Vilela pontou o que chamou de “erros memoráveis” do PSDB que podem explicar a dificuldade da aceitação do eleitor ao nome de Alckmin: postura de Aécio no caso da JBS; não aceitação do resultado das eleições que levaram Dilma à presidência e fazer parte do Governo Temer por apego a cargos.
No Acre, Alckmin voltou a defender a ideia de que o voto em Bolsonaro no primeiro turno “por ser contra o PT é um passaporte para que o PT volta ao poder.
Candidato fala em criar Guarda Nacional
Como forma de conter a violência na região de fronteira, Alckmin propôs a criação da Guarda Nacional permanente, com efetivo de cinco mil militares em cada brigada. A ideia foi formulada em função dos 17 mil quilômetros de fronteira seca que o país possui. O Acre foi um dos destaques ressaltados pelo candidato sobre o problema.
A Guarda Nacional se diferenciaria da atual “Força Nacional” que, segundo o candidato, “pega emprestados policiais dos estados para atuar em outras regiões do país, desconhecidas desses militares”.
Geraldo Alckmin também falou de fortalecer o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira) e o Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia).
Desregulamentação_ E voltou a defender o fortalecimento da economia como medida preventiva à criminalidade. O acesso ao microcrédito foi destacado, com um detalhe: o tucano quer desregulamentar o sistema financeiro.
“É preciso trabalhar pela abertura para bancos estrangeiros. Nos Estados Unidos há 4 mil bancos. Precisamos desregular o mercado financeiro e acabar com a cultura cartorial no país”.
Populismos_ Geraldo Alckmin não poupou críticas ao PT, a Jair Bolsonaro e sugere críticas também à gestão de Temer. “Depois da tragédia do PT e seus aliados que levaram o país ao sexto ano de déficit primário com 40% de inflação e 60% da taxa básica de juros e a moeda derretendo, nós amos zerar o déficit em dois anos”, afirmou. “Não podemos deixar o Brasil descambar para o populismo fiscal”.
E continuou. “Não se resolve os problemas da Educação à bala; não se resolve os problemas da Saúde à bala; não se resolve os problemas da Economia à bala”. O candidato disse ainda que o país conheceu estremos da gestão pública e não pode se deixar envolver por uma retórica populista.
“O Brasil não aguenta mais ter o populismo de esquerda do PT, que levou a 13 milhões de desempregados. E nem o populismo de direita de Bolsonaro que não tem a menor condição de fazer o Brasil se recuperar”, afirmou.



