Em 2018, eleitor terá que digitar 19 números na urna
Na hora de votar o eleitor vai escolher seis candidatos. Como são muitos números é preciso ficar atento. Se não é bom de memória, a Justiça eleitoral não vê nenhum impedimento na utilização da famosa colinha, que é a relação dos candidatos com os respectivos números. Pode até ser o santinho do candidato, não tem problema, garantiu o Juiz eleitoral Anastácio Menezes.
Segundo o Magistrado, para garantir uma maior fluidez na hora de digitar os números, o melhor é levar anotado já pela ordem de votação. Primeiro deve-se votar para deputado federal, que são quatro números. Em seguida, deputado estadual, com cinco números e aí vem a parte que a Justiça eleitoral quer muita atenção do eleitor: ele vai escolher dois senadores.
A urna vai abrir para votar no primeiro senador de sua escolha com três números, depois abre para a escolha do segundo senador. O Juiz Anastácio Menezes chama a atenção para um detalhe importante: “o eleitor não pode votar no mesmo senador duas vezes. Na hora em que foi escolher a segunda cadeira para o senado se repetir o número o voto é nulo”, explica.
Após votar nas vagas para o senado, é a vez de escolher o governador com dois números e, por último, o presidente da república, também com dois números. Caso haja segundo turno, a disputa será para as vagas de governador e presidente, apenas.
O magistrado lembrou que essa votação para o senado criou confusão até para os institutos de pesquisas eleitorais. “Apenas aparecem os números de quem é a preferência do eleitor para o senado. Não existe a preocupação de perguntar em quem a pessoa vai votar na segunda cadeira”, diz.
Pensando assim, o magistrado acredita que as pesquisas para o senado estão furadas. “Se não leva em consideração o segundo voto não se consegue os números reais e isso vai se verificar na urna. De qualquer forma para o eleitor ele deve estar preparado para escolher todos os candidatos usando como princípio sua liberdade de escolha”, conclui.



