Brasil “entre a cruz da corrupção e a espada da violência”
A candidata à Presidência da República pela Rede Sustentabilidade, Marina Silva, chegou a Rio Branco em voo comercial ao meio dia, no horário previsto. Acompanhada de assessores, foi recebida por um pequeno grupo de militantes do partido.
Ela se emocionou ao falar com a imprensa quando lembrou do pai, Pedro Augusto da Silva, que morreu aos 90 anos no dia 14 de janeiro de 2018. “Vivo a experiência de voltar à minha terra pela primeira vez sem ser recebida pelo meu pai”, disse.
Com apenas 4% das intenções de voto do eleitorado brasileiro, de acordo com última pesquisa Ibope, Marina Silva amarga derrota também no Acre. Está em quarto lugar, atrás de Jair Bolsonaro (60%), do petista Fernando Haddad (12%) e do tucano Geraldo Alckmin (9%). Com apenas 8% dos votos válidos, está empatada tecnicamente com Alckmin e Haddad, no limite da margem de erro, contabilizada em três pontos percentuais para mais ou para menos.
“A população brasileira tem que ter a consciência de que em uma eleição em dois turnos, no primeiro turno, a gente vota em quem a gente acredita”, afirmou. “O Brasil não pode ficar dividido entre a cruz da corrupção e a espada da violência e do saudosismo da ditadura”.
A candidata acredita que pode chegar ao segundo turno. “O presidente da República deve buscar um projeto de país. Não é um projeto de poder. Eu vou para o segundo turno com o voto daqueles que não querem ver o país dividido entre a conivência com a corrupção e a sinalização da violência do desrespeito aos direitos de todos os brasileiros e brasileiras”.
Em toda fala da candidata estavam presentes críticas à postura e à conduta do líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro. “Nós estamos fazendo uma campanha com proposta. Não fomos pela porta larga das mentiras, da agressão e da exclusão de segmentos. O presidente da República tem que se comprometer com aquilo que é possível fazer. O presidente da República tem que governar para todos, sem excluir mulheres, negros, índios ou pessoas independente do credo, independente da raça, independente da orientação sexual. E concluiu. “Serei a primeira professora, mulher, negra, nortista que vai presidir o Brasil”, disse.
Marina Silva vota às 9 horas (horário local), na sede do Incra em Rio Branco. Logo após, ela concede entrevista coletiva. O TRE organizou uma sala para que a imprensa possa realizar uma entrevista coletiva com a candidata. Na sequência, ela viaja à Brasília de onde acompanha a apuração dos votos.



