Sintesac reforça denúncia contra medida oficial
Os profissionais do Hospital de Urgência e Emergência acionaram o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde para denunciar a vulnerabilidade do trabalho na unidade. Os policiais militares que trabalhavam no Huerb deixaram de prestar serviço no local.
O Pronto Socorro do Huerb é o único local onde fica centralizado o atendimento de acidentes e incidentes policiais. Pessoas ligadas a facções e vítimas das tentativas de homicídio vinculadas ao comércio de droga são atendidas na unidade.
Isso torna o profissional de saúde que trabalha no local vulnerável. Já houve tentativa de matar pacientes associados ao comércio de drogas e disputa de facções.
“O governo simplesmente retirou toda a segurança que havia nas unidades. Por não ter um local adequado para a Polícia Militar descansar, o comando retirou os policiais. Com isso ficou somente o agente de portaria, que não oferece a devida segurança para pacientes e para os servidores”, destacou o presidente do Sintesac, Adaíldo Cruz.
“Um desmanche total nas unidades de saúde. Se não bastasse a falta de profissionais, local adequado e devidamente mobiliado para os atendimentos, a crônica falta de equipamentos e até de medicamentos e materiais para o atendimento, bem como a retirada de direitos – falta do pagamento da insalubridade, agora vem a exposição à crescente violência e até mesmo à guerra entre as facções, expondo os trabalhadores e a população”, complementou o sindicalista.
O secretário de Estado de Saúde, Ruy Arruda, foi acionado para se pronunciar sobre o problema. Por meio da assessoria disse que ainda não foi informado pela PM sobre a retirada dos policiais do hospital. Para o secretário, a situação está normalizada.



