Antônio Morais assegura que não retira o nome
Os vereadores entraram definitivamente em ritmo de campanha pela presidência da Mesa Diretora. O PT até se dividiu: o vereador Antônio Morais, vinha costurando a vaga de presidente da Casa desde 2016, já tinha conversado com todos os parlamentares e se sentia até com respaldo da oposição.
Acontece que o líder do PT na Câmara, vereador Rodrigo Forneck, também lançou seu nome e as pretensões de Morais, dependem, agora, dos caciques do PT e da prefeita Socorro Neri. Ele disse que não abre mão da candidatura.
“Eu já tinha conversado com o ex-prefeito Marcus Alexandre. Estava tudo certo. Agora não vou desistir. Vou manter meu nome. Até porque são os vereadores que escolhem”, disse.
Rodrigo Forneck vem com uma bandeira: disse que vai abrir as portas da Câmara para que população tenha acesso a todos os gastos da Casa e que levar o Legislativo mais próximo da comunidade. “O PT tem quatro vereadores na Casa e não tem sentido não ficar com a presidência. Vamos mudar para melhor a forma como a Casa vem sendo administrada”, relatou.
Entrou na disputa também o vereador Emerson Jarude. O parlamentar vem com uma proposta interessante: colocar no portal da transparência todos os gastos dos vereadores. No ano passado, a Câmara gastou mais de R$ 8 milhões com diárias, material gráfico e combustíveis.
Esse dinheiro daria para fazer o prédio da Câmara que é um dos projetos de Jarude. “Esses gastos precisam ser reduzidos e investidos no prédio da Câmara que vai dar mais conforto e referência para os vereadores. Precisamos também ser transparentes para a população e órgãos de fiscalização”, revelou.
Atualmente, o parlamento gasta R$ 64 mil por mês com aluguel do prédio da Câmara ou R$ 750 mil por ano. Tem ainda o aluguel dos gabinetes: cada vereador paga, em média, R$ 1,5 mil, mensalmente. Essa conta chega a R$ 25 mil, junto com o prédio principal, anualmente, por parlamentar. O valor total com locações passa de R$ 1 milhão por ano.
Em 2019, a Câmara terá um orçamento de R$ 26 milhões. Até 2016, os ex-presidentes conseguiam pagar todas as contas e ainda sobrava dinheiro. No ano passado, o presidente Manoel Marcus precisou buscar ajuda da prefeitura para fechar as contas. Onde se gastou a mais? Não foi explicado. Talvez a nova direção consiga fazer isso no ano que vem.



