Julgamento reduziu de dois anos para dois meses
O Tribunal de Justiça mostrou os números de mais um projeto “Semana Justiça pela Paz em Casa”. O programa funciona assim: a Vara de Proteção à Mulher se junta com outros órgãos do Judiciário para um mutirão.
Vários processos são julgados e, com isso, o Judiciário vai mostrando que os crimes contra as Mulheres não estão ficando nas prateleiras. Segundo a desembargadora Denise Bonfim, presidente do Tribunal de Justiça, a rapidez no julgamento desses casos mostra a vontade do Estado em de reduzir esse tipo de violência.
“Serve como exemplo. Os projetos estão sendo julgados de forma rápida e condenando aqueles que continuam fazendo esse tipo de crime”, disse.
Esse ano foram 258 audiências com 228 sentenças aos agressores. A Vara de Proteção ainda concedeu 29 medidas protetivas, um esforço que reuniu 15 juízes e 60 servidores. Dois casos de feminicídios foram julgados e os réus condenados.
Para a juíza responsável pela Vara de Proteção à Mulher, Shirley Menezes, a união de esforços vem dando resultados positivos, principalmente porque reduziu o número de processos que estão esperando julgamento.
“Antes, tínhamos uma espera de julgamento de dois anos. Agora são de apenas dois meses. Aos poucos estamos acabando com essas ações e mostrando agilidade pena punir esse crime”, explicou.
A Semana pela Paz é um projeto que deve ter continuidade no próximo ano. A Vara de Proteção à Mulher ainda tem mais de 3 mil processos que precisam ser julgados e outros 7 por feminicídio.



