Educação é um dos setores mais afetados
O governo publicou edição extra do Diário Oficial da União, na noite desta terça-feira, 30, que distribui entre os órgãos do Executivo o contingenciamento de R$ 1,442 bilhão anunciado na semana passada.
O ministério mais atingido foi o da Cidadania, que teve mais R$ 619,166 milhões congelados. No total, a pasta tem contingenciados R$ 1,3 bilhão de um orçamento total de R$ 4,9 bilhões no ano.
Em seguida, a tesourada foi maior na Educação, com R$ 348,471 milhões contingenciados. O ministério tem R$ 6,1 bilhões contingenciados de um orçamento de R$ 25 bilhões – os cortes na Educação foram alvos de protestos no início do ano.
O Ministério da Economia teve mais R$ 282,574 milhões contingenciados, e o Turismo, R$ 100 milhões. Também foram atingidos os ministérios da Ciência, Tecnologia e Comunicação (R$ 59,78 milhões), Agricultura (R$ 54,69 milhões), Relações Exteriores (R$ 32,8 milhões), Meio Ambiente (R$ 10,1 milhões) e Saúde (R$ 6,993 milhões).
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a dizer, nesta quarta-feira (30), que não gostaria de precisar de novos contingenciamentos, mas que prefere fazê-los a sofrer um impeachment, como a ex-presidente Dilma Rousseff, que foi afastada do cargo em 2016 após fazer pedaladas fiscais. Bolsonaro ressaltou que “entre a crítica e o impeachment”, fica “com o contingenciamento”.
“É um corte pequeno em um orçamento superestimado, de quase R$ 200 bilhões. Se tem lei, tenho que seguir a lei, não sou ditador nem o ‘Dilmo’ de calça comprida”, continuou o presidente ao deixar o Palácio da Alvorada, em Brasília.
Não foi divulgado o valor do contingencimento de cada estado, mas o que se sabe é que ele deve afetar também o Acre.



