Medidas devem ser tomadas para afastar a ave
Facilmente encontrados pelas praças, mercados e algumas residências da cidade, os pombos, apesar de parecerem inofensivos, são responsáveis por transmitirem uma série de doenças, dentre elas: a criptococose (infecção pulmonar), Toxoplasmose, Histoplasmose, Psitacose ou Ornitose e meningite. O contágio se dá através da inalação do fungo, Cryptococcus, presente nas fezes do animal.
A ausência de um predador natural faz com que a população de pombos evolua rapidamente, podendo vir a se tornar um problema de saúde pública.
Recentemente, uma escola da rede estadual de ensino teve suas atividades suspensas devido à infestação causada por esses animais. A Secretaria de Educação tomou medidas para a desinfestação e higienização da escola por meio da contratação de uma empresa especializada nessa atividade.
De acordo com Aberson Carvalho, Secretário De Meio Ambiente Do Município, algumas medidas podem ser adotadas para controlar o aumento populacional dessa ave, até por que o abate desses animais é considerado um crime ambiental. “O abate é crime, é um animal, mas você pode fazer o manejo, o zoneamento dele ou até mesmo eliminar as características possíveis de entrada nesses locais de criação de ninhos desses pombos.”
O manejo desses animais deve ser feito pelo Departamento de Controle de Zoonose do Município. Basta acioná-lo, que uma equipe vai até o local e adota medidas para espantar as aves ou mesmo para impedir que elas se multipliquem. “A gente vai nos locais quando é pedido, quando tem uma grande população de pombos e nós fazemos orientações pra que a gente possa diminuir essa incidência nos locais.”
Outras medidas podem ser tomadas, como:
– A retirada de ninhos e ovos;
– Impedir através de barreiras físicas (telas) o acesso dos animais a forros de residências
– Não deixar restos de alimentos que possam servir aos pombos, como ração de cães e gatos;
– Utilizar grampos em beirais para evitar que os pombos pousem;
– Jamais alimentar os pombos.



