Possibilidade de interromper ano letivo é descartada
Reitora da Universidade Federal do Acre, Guida Aquino, informou durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (01) que foram desbloqueados 50% dos Recursos da Ufac, o que equivale a R$ 6,5 milhões previstos para esse ano.
Guida disse que devido ao bloqueio, setores como limpeza, energia e segurança tiveram uma redução de 40%, já as contratações terceirizadas 50% foram canceladas. Além disso, pesquisa e extensão tiveram que ser paralisados.
“Foi um desbloqueio importante e necessário para que possamos continuar pagando a conta de energia, os contratos de limpeza e segurança que foram reduzidos mediante esse bloqueio, mas agora vamos sanar esses pagamentos e também retomar a manutenção da universidade no que se refere a manutenção predial, elétrica, mas lembrando que esse desbloqueio não vai resolver o problema da universidade para o seu pleno funcionamento”, disse.
De acordo com a reitora, com a liberação dos recursos está descartada a possibilidade da universidade interromper o ano letivo neste segundo semestre. “Vamos continuar com a universidade em funcionamento, mas atividades importantes para o ensino, para a pesquisa e extensão nós vamos continuar ainda com restrições nesse aspecto”, falou.
Guida Aquino agradeceu o apoio dos parlamentares pelos recursos oriundos de emenda de bancada que possibilitaram a retomada de obras e investimentos no campus da Ufac, mesmo com o cenário desfavorável.
“Eu tenho sido muito grata aos parlamentares do Acre e esperamos também contar com a emenda de bancada positiva que teremos agora um novo momento com a bancada do Acre para que a universidade continue tendo esse apoio”, declarou.
Ainda em setembro, o governo desbloqueou R$ 8,3 bilhões do orçamento da união de 2019. Entre os ministérios, o que teve maior liberação foi o da educação, com R$ 1,99 bilhão.
Do total desbloqueado no Ministério da Educação (MEC), as universidades devem receber R$ 1,156 bilhão. Com isso, essas instituições, que tiveram, em média, 30% dos recursos bloqueados no início do ano, seguirão com 15% dessas verbas contingenciadas.
Segundo o Mec, os recursos cobrirão despesas de custeio como gastos com água, energia elétrica, aquisição de materiais de consumo e outras prestações de serviço.



