Novas regras de transição, idade e tempo de contribuição
Em meio ao vai e vem de secretários no Estado, o governador Gladson Cameli teve tempo para encaminhar nesta terça-feira (5) a proposta de reforma da previdência estadual. As novas regras são de transição, idade, tempo de contribuição, entre outras. O que se sabe é que tal proposta vem trazer o embate entre situação e oposição no parlamento.
De acordo com o líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre, Jerlen Diniz, a reforma é necessária e, é a mesma do governo federal.
“Esse ano de 2019 será repassado para os cofres do governo do estado para o Acre Previdência, para pagar pensionistas e aposentados, algo em torno de 600 milhões de reais. O governo já encaminhou a reforma que esta aqui e é a mesma que aconteceu com o governo federal não tem alterações”, explicou Diniz.
Não é a primeira vez que o governo demonstra a necessidade da reforma da Previdência, em maio o governador do Estado já havia se reunido com o presidente da República e afirmou que caso a proposta não fosse aceita o governo ficaria de mãos atadas.
Seguindo na mesma defesa, o deputado da base ressaltou que tal ação é necessária para evitar um colapso no Estado. “A previdência do Estado está falida e se não tomarmos uma atitude agora irá falir o Estado também. Essa reforma quando aprovada não vai diminuir o déficit, vai impedir que este déficit aumente e estoure. A previsão é que se nada for feito agora, no final do governo do Gladson o déficit estará em torno de 1 milhão por ano e temos que impedir que isso aconteça.”
A proposta do governo para a reforma da Previdência prevê economia de R$ 3,2 bilhões em 10 anos para o estado do Acre – segundo estimativas do Ministério da Economia – se os servidores estaduais não forem excluídos das regras de aposentadoria previstas no texto. “E essa história que isso vai prejudicar a população não existe. Estamos reformando sim, porque é necessário, se não reformamos agora estaremos colocando em risco as aposentadorias e as pensões dos nossos servidores no futuro”, finaliza Diniz.

