Efetivo não é suficiente para suprir as demandas das unidades
A partir do dia 20, desse mês, os presídios acreanos não terão mais o auxílio da Polícia Militar atuando nas funções de escolta, muralhas e guaritas de entrada. A medida será adotada devido a criação da Polícia Penal.
Com a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que transforma os agentes penitenciários em membros da segurança pública, os policiais Penais passam a ser os únicos responsáveis pela segurança dos presídios.
Para Betho Calixto, presidente do Sindicato dos Policiais Penais, a situação pode acarretar problemas na segurança dos presídios. “O que nos preocupa é que, hoje, o contingente de policiais Penais que nós temos em todo o estado do Acre é muito abaixo do que realmente nós buscamos para fazer uma segurança mais precisa”, disse.
O sindicalista busca a realização de um concurso público, para suprir o déficit de cerca de 350 policiais, e afirma “A gente busca, por parte do Governo do Estado, que haja um concurso público o mais rápido possível, para colocar esses servidores para suprir essas vacâncias que existem hoje na instituição”.
Lucas Gomes, diretor do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), afirma que no atual cenário econômico do Estado torna inviável a realização do certame. Alternativas como o fechamento da Papudinha serão adotadas.
“A gente já tem data marcada para o fechamento da Papudinha, tem uma concentração menor de presos, então a gente deve levar esses presos para a FOC (Penitenciária Francisco de Oliveira Conde), para pavilhões especiais lá dentro. Consequentemente, leva servidores e o corpo administrativo, justamente para somar forças dentro da FOC, onde a gente tem o maior déficit, e maior necessidade de servidores”, explica.



