Motorista da van, Jean Lopes de Oliveira Júnior, é funcionário público de dedicação exclusiva
A Agência Reguladora de Serviços do Acre (Ageac) informou que a van que se envolveu em acidente matando cinco pessoas na BR-317 fazia o transporte de passageiros de forma clandestina. Segundo a presidente da agência, Mayara de Lima, basta olhar para a placa da van de cor cinza para descobrir que ela não podia fazer o serviço.
Para fretamento a empresa precisa de autorização da agência reguladora, passar pelos testes do inmetro, principalmente os itens de segurança para o passageiro, só depois o veículo recebe autorização e passa a usar uma placa vermelha.
Além disso, o condutor do veículo precisa ter a carteira D e passar por um curso atestado pela Ageac para o transporte de passageiros. “Nada disso a van oferecia e por isso fazi o transporte irregular que ocasionou essa tragédia”, alertou.
Para piorar o motorista da van, Jean Lopes de Oliveira Júnior, é funcionário público. Ele estaria fazendo um bico no horário em que deveria cumprir expediente. Seu cargo é de dedicação exclusiva e, Jean, que não sofreu escoriações, tem o cargo de diretor operacional da Companhia de Armazéns e Entrepostos do Acre, a Cageacre. Na manhã dessa quinta-feira (28) o Governo do Estado informou através de nota à imprensa que o funcionário será afastado de suas funções.
O prefeito de Xapuri, Bira Vasconcelos, gravou um vídeo onde informa que vai dar total apoio ás famílias, mas a Prefeitura não tem ligação com o proprietário da van e não autorizou o serviço. O acidente aconteceu as 6 horas dessa quarta-feira (27). A van saiu de Xapuri com 16 pessoas, a maioria mulheres que vinham fazer exames de câncer no Hospital do Amor. Em Uma reta na BR-317, na região do Araxá, bateu na lateral de um caminhão que vinha em direção contrária.
Com o impacto cinco mulheres morreram na hora. Os corpos ficaram espalhados no asfalto. Outras mulheres mulheres foram levadas para o Pronto-Socorro de Rio Branco, duas foram liberadas nessa quarta-feira e duas seguem internadas.
O delegado de Xapuri, Gustavo Neves, quer apurar de quem foi a responsabilidade pelo acidente. Segundo ele “alguém invadiu a faixa contrária”, disse. O proprietário do caminhão gravou um vídeo e postou nas redes sociais colocando a culpa no motorista da van.
O delegado disse que vai apurar a situação do motorista da van, se ele tinha autorização legal para conduzir o veículo com passageiros e quem pode ter alugado a van. A investigação aponta para o deputado Antônio Pedro, inclusive, o motorista, é casado com uma sobrinha do parlamentar. O delegado informou que foi realizado o teste de bafômetro e os dois não tinham ingerido bebida alcóolica.
Informações de Adailson Oliveira para TV Gazeta



