Todos os oito deputados federais do Acre marcaram presença na Câmara dos Deputados durante a votação decisiva que determinou a manutenção da prisão de Chiquinho Brazão (sem partido-RJ). O parlamentar foi detido no dia 24 de março pela Polícia Federal, acusado de ser o mandante dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
A sessão, que contou com intensos debates, registrou 277 votos a favor da prisão, 129 contra e 28 abstenções. Entre os representantes do Acre, houve um racha nas opiniões. Os deputados Coronel Ulysses (União Brasil) e Dr. Fábio Rueda (União Brasil) optaram pela abstenção, sem, até o momento, justificar publicamente as decisões.
Os deputados Antônia Lúcia (Republicanos), Socorro Neri (PP), Gerlen Diniz (PP) e Zezinho Barbary (PP) votaram a favor da manutenção da prisão, enquanto Meire Serafim (União Brasil) e Roberto Duarte (Republicanos) se posicionaram contra.
A prisão de Chiquinho Brazão foi inicialmente determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito. A decisão foi reforçada pela 1ª Turma do STF, que classificou o crime como flagrante e inafiançável de obstrução de Justiça ligada à organização criminosa.
No relatório apresentado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, redigido pelo deputado Darci de Matos (PSD-SC), o parecer pela prisão foi claramente favorável. Além de Chiquinho Brazão, seu irmão Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, também é acusado como mandante do crime. Ambos possuem foro privilegiado, motivo pelo qual o processo tramita no Supremo.
O assassinato de Marielle Franco, que ocorreu em março de 2018 no centro do Rio de Janeiro, ainda ressoa como um dos crimes políticos mais chocantes do país. Na época, Chiquinho Brazão ocupava o cargo de vereador na cidade do Rio de Janeiro, posição que lhe conferia visibilidade e influência política significativas.
Com informações da Câmara dos Deputados



