Após a confirmação de quatro infecções por Mpox em Rondônia nessa sexta-feira (20), a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) decidiu emitir uma nota de alerta para todos os municípios acrianos reforçando a vigilância e preparo das unidades de atendimento para que possam diagnosticar os possíveis casos da doença.
A orientação é de que qualquer paciente que chegue às unidades de saúde com sintomas compatíveis deve realizar exames imediatamente. Se o resultado der positivo, o isolamento deve ser feito na hora, acompanhado da investigação de todos que tiveram contato recente com essa pessoa.
A Mpox, conhecida popularmente como “varíola do macaco”, é considerada altamente contagiosa. A transmissão pode ser feita a partir do contato direto com o líquido das bolhas que surgem na pele ou gotículas de saliva jogadas ao ar através de espirros.
A doença costuma começar com bolhas nas mucosas (boca, nariz, região anal e genital) e pode levar de 14 a 16 dias para apresentar sinais. Quando as bolhas secam, viram feridas e criam casca é sinal de que a pessoa está curada.
Crianças são classificadas como o grupo mais vulnerável, com maior chance de evolução para quadros graves. Quem já tomou a vacina contra a varicela (catapora) tem cerca de 85% de proteção, mas ainda não há indicação para vacinação em massa, já que o país não vive uma situação de epidemia.
Quatro casos foram registrados em Rio Branco e Cruzeiro do Sul entre 2023 e 2024, mas não houve agravamento da doença. Segundo técnicos da Secretaria, o Acre virou área de risco devido ao fluxo intenso de veículos vindos de Rondônia. A movimentação facilita a possível entrada do vírus no estado.
Apesar disso, o órgão afirma que não há motivo para pânico, mas recomenda cuidados básicos, como o uso de máscara em locais fechados e com grande circulação de pessoas, como o terminal urbano. Os estados com casos da doença devem tomar todos os cuidados para impedir que o vírus se alastre.
“A gente trabalha justamente com esse alerta para que a gente possa fazer o isolamento de algum caso que seja confirmado. Então, para a população, se começar a sentir aqueles sintomas, dores pelo corpo, febre, geralmente tem essas mucosas já na região da boca, que é onde aparece primeiro, que procura ajudar de saúde. A gente faz o diagnóstico precoce, faz o isolamento dessa pessoa para que a gente não tenha aí uma contaminação em alta escala”, orienta Ana Cristina, subsecretária estadual da Saúde.
Com informações do repórter Adailson Oliveira e editado pelo site agazeta.net.



