O tempo abafado voltou a marcar presença em Rio Branco nesta terça-feira (4), com previsão de pancadas de chuva isoladas na capital e em outras regiões do estado. As temperaturas devem variar entre 24°C e 33°C, segundo os institutos meteorológicos, e a instabilidade climática vem chamando atenção das autoridades, especialmente por seus impactos diretos no nível do Rio Acre, que nesta manhã marcava 2,79 metros.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, coronel Cláudio Falcão, o nível atual é considerado intermediário para o período, ficando entre os cinco melhores índices registrados nos últimos 11 anos. Ainda assim, o cenário inspira atenção.
“Nós tivemos níveis piores e também já tivemos melhores. Mesmo assim, é importante destacar que outubro foi o mês mais chuvoso desde abril, e isso altera toda a dinâmica do Rio Acre e da bacia como um todo, já que chove também no Peru e na Bolívia”, explicou Falcão.
O coordenador afirma que o fenômeno La Niña, que tende a intensificar as chuvas na região Norte, pode elevar o nível do rio nas próximas semanas.
“Nós ainda não ultrapassamos os 3 metros, mas acreditamos que, até o fim do mês, com o fenômeno mais atuante, esse cenário mude”, acrescentou.
Outubro foi o mais chuvoso dos últimos cinco anos
A Defesa Civil realizou um levantamento comparando o volume de chuvas de outubro de 2025 com anos anteriores. O resultado mostra que o mês foi o mais chuvoso dos últimos cinco anos, com exceção de 2022, ano em que o alto volume de precipitação antecedeu a terceira maior inundação já registrada, em 2023.
“O cenário atual é muito parecido com o de 2022. Por isso, já estamos nos preparando com planos de contingência e reuniões com meteorologistas, órgãos ambientais e equipes de resposta, como o Corpo de Bombeiros”, explicou o coronel.
A previsão é de que até a segunda quinzena de novembro o Acre comece a sair da fase de seca extrema, que ainda afeta diversas comunidades rurais. Segundo Falcão, mesmo com as chuvas de setembro e outubro, a estiagem prolongada entre julho e agosto deixou represas e poços com baixo volume de água, obrigando a Defesa Civil a realizar o abastecimento emergencial em várias localidades.
A Defesa Civil deve intensificar as ações preventivas ainda neste ano, especialmente em bairros historicamente atingidos
Com informações do repórter João Cardoso para TV Gazeta e editada pelo site Agazeta.net



