O empresário Diego Luiz Gois Passo, acusado de atropelar e matar Juliana Chaar Marçal, de 36 anos, em junho deste ano, teve habeas corpus concedido pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) nesta quinta-feira (25). Ele vai responder ao processo em liberdade, mas deverá cumprir recolhimento domiciliar noturno, uso de tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar bares ou locais similares.
Segundo o advogado de defesa, Wellington Silva, a decisão reconhece que Diego tem o direito de responder em liberdade enquanto aguarda o julgamento, por preencher os requisitos legais como primariedade, residência fixa e boa conduta anterior.
“O Diego não é bandido, não é um criminoso habitual. Ele é um cidadão que estava numa situação emocional e psicológica muito difícil no momento do fato. Não houve intenção de matar a Juliana. O que aconteceu foi uma tragédia, e todos nós lamentamos profundamente. O Diego não está fugindo da Justiça, pelo contrário — ele quer ser ouvido, quer que a verdade apareça, e está à disposição para responder ao processo com dignidade”, declarou o advogado.
A audiência de instrução do caso foi marcada para o dia 14 de outubro. A expectativa é de que sejam ouvidas testemunhas e coletadas provas que possam esclarecer as circunstâncias do atropelamento.
Relembre o caso
A servidora pública Juliana Chaar, de 36 anos, foi morta após ser atropelada por uma caminhonete na manhã do dia 21 de junho de 2025, por volta das 5h48, em frente à casa noturna Dibuteco, localizada na Rua São Sebastião, bairro Isaura Parente, em Rio Branco.
O veículo era conduzido por Diego Luiz Passo, que fugiu do local sem prestar socorro. A defesa alega que ele não viu Juliana antes do impacto, tentou retornar, mas ficou com medo da aglomeração que se formava.
Uma operação foi montada para capturá-lo e, após quase 25 dias foragido, Diego se entregou voluntariamente à polícia no município de Bujari, no dia 15 de julho, com apoio de agentes do Gefron e da Polícia Penal.
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