Os acusados pelo assassinato do ex-prefeito de Plácido de Castro, Gedeon Barros, ficaram poucos meses presos. Em 20 de dezembro do ano passado, a polícia civil prendeu o empresário Liomar de Jesus Mariano, conhecido como Mazinho Mariano, ex-secretário de esportes de Plácido de Castro na gestão de Gedeon e candidato a vice-prefeito na chapa do ex-prefeito durante sua tentativa de reeleição.
Outro suspeito detido foi Carmélio da Silva Bezerra, que conseguiu um habeas corpus em 18 de julho, passando para prisão domiciliar. Mazinho Mariano também obteve liberdade nesta quarta-feira, após decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.
Mazinho é apontado como o principal suspeito de ser o mandante do crime. O motivo seria uma dívida de campanha de mais de 100 mil reais, que teria causado um desentendimento entre ele e Gedeon. Após a morte do ex-prefeito, para disfarçar seu envolvimento, Mazinho entrou com uma ação judicial cobrando da viúva a dívida que supostamente não havia sido paga.
Gedeon Barros foi assassinado com tiros na cabeça em 20 de maio de 2021, enquanto parava no trevo da corrente para atender uma ligação telefônica. Foram quase dois anos até a prisão dos suspeitos considerados os principais envolvidos no crime.
A polícia informou que identificou também os executores do crime, que teriam sido contratados por Mazinho Mariano. No entanto, eles estão foragidos e são membros de uma facção criminosa.
Desde as prisões, as defesas de Mazinho e Carmélio têm apresentado repetidos pedidos de habeas corpus, argumentando que ambos não representariam perigo à sociedade fora da prisão.
Matéria produzida pelo repórter Adailson Oliveira para a TV Gazeta.



