O advogado Aluísio Veras de Almeida Neto, de 42 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (16) por suspeita de manter um jovem de 18 anos em cárcere privado dentro de um motel localizado no bairro Floresta.
Segundo a vítima, os dois teriam se conhecido por meio de um aplicativo de encontros e combinaram de se encontrar no motel somente com a intenção de ingerir bebida alcoólica. O jovem afirmou que não havia consentimento para qualquer tipo de relação sexual, mas ainda assim, o advogado teria tentado acariciá-lo.
De acordo com o relato, mesmo diante da negativa, o advogado teria insistido nas investidas, ameaçando-o e o impedindo de sair do quarto. O rapaz correu para o banheiro, onde permaneceu trancado com o suspeito até que a Polícia Militar chegasse ao motel.
Os policiais chegaram ao local após uma chamada que mencionava um possível roubo. O gerente entrou em contato com todos os quartos para verificar a situação e, somente na suíte onde estavam Neto e o jovem não houve resposta. A polícia encontrou a porta do quarto aberta, mas a do banheiro estava trancada e precisou ser arrombada.
Ambos foram conduzidos para a Delegacia de Flagrantes (Defla) onde prestaram depoimento. O suspeito nega as acusações e afirma que ele próprio teria contatado a polícia, no entanto, o delegado responsável pelo caso afirma que o relato da vítima foi consistente ao declarar que permitiu apenas o encontro para beber e recusou qualquer contato sexual.
Além disso, o jovem relatou que o advogado usava tornozeleira eletrônica, o que aumentou seu medo diante das ameaças que incluíam a alegação de que familiares do advogado fossem ligados a facções criminosas.
O nome de Neto também aparece em uma investigação da Polícia Civil do Acre (PC-AC) relacionada à morte de David Weverton Matos Araújo, de 31 anos, que ocorreu em julho de 2025 no mesmo motel. Na ocasião, David estava acompanhado do advogado quando sofreu um ferimento no banheiro e caiu na calçada do estabelecimento.
Ainda não é confirmado se a tornozeleira eletrônica usada por Neto está relacionada a este caso antigo. Segundo o delegado Samuel Mendes, o dispositivo pode ter sido imposto por diversos tipos de delitos e outros registros envolvendo o advogado ainda devem ser analisados.
Com informações da repórter Rose Lima e editado pelo site agazeta.net.



