Dois advogados seriam pagos para levar informações de líderes criminosos para faccionados no presídio
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 17, a operação Columba com a finalidade de investigar crimes de organização criminosa e tráfico de drogas envolvendo criminosos pertencentes a uma facção e advogados.
Segundo as investigações, os envolvidos estariam num esquema de troca de informações entre membros do grupo criminoso que estão dentro dos presídios e os que estão fora. Os advogados estariam atuando como mensageiros e fazendo uma ponte de comunicação entre os envolvidos.
A operação recebeu o nome de Columba por ser um gênero ao qual pertencem as espécies típicas de pombos, fazendo alusão a “pombo correio”. Esses pássaros eram usados para levar mensagem de um local para o outro, destacando-se pela velocidade e segurança na entrega da informação. Os advogados dos envolvidos estariam usando a prerrogativas da profissão para manter uma linha comunicação entre os membros da organização criminosa.
Os fatos delituosos foram descobertos durante análise do celular de um chefe da facção. Identificou-se a atuação de pelo menos dois advogados, os quais estariam sendo pagos para levar informações de líderes do grupo criminoso para faccionados que estariam cumprindo pena no sistema penitenciário acreano. Durante a operação foram mobilizados 16 policiais federais que cumpriram quatro mandados de busca e apreensão. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi comunicada para acompanhar a ação policial.
Os investigados poderão responder por crimes por crime de organização criminosa, sem prejuízos de outros crimes. O material apreendido será submetido à análise da equipe de investigação e à perícia criminal, podendo surgir novos fatos e pessoas investigadas.



