O recente levantamento realizado pelo Serasa Experian revelou que o Acre ocupa a 14ª posição entre os estados brasileiros com o maior número de pessoas inadimplentes. De acordo com o relatório, aproximadamente 100 mil famílias acreanas estão atualmente com alguma dívida em aberto. Os dados indicam que os cartões de crédito são os principais responsáveis pelos atrasos de pagamento, seguidos pelas contas de água e energia, débitos e serviços prestados.
A busca por crédito extra para equilibrar as finanças é uma realidade crescente no estado, conforme observado por profissionais que lidam com empréstimos. No entanto, especialistas destacam que, embora a situação seja preocupante, os números não são os mais alarmantes quando comparados a outros estados brasileiros.
Rubicleis Silva, economista local, analisa o cenário econômico do Acre e aponta que, considerando as condições econômicas e sociais do estado, a taxa de inadimplência poderia ser ainda pior.
“Vivemos em um estado onde a renda é baixa, a concentração de renda é alta e as taxas de pobreza são elevadas. Que muito embora a gente tenha uma situação, um contexto econômico que não é dos melhores, mas a taxa de inadimplência acriana é inferior à taxa de inadimplência nacional”, destaca.
Ele também ressalta que diversos fatores contribuem para a inadimplência, como perda de emprego, problemas de saúde e até mesmo catástrofes naturais, como evidenciado recentemente no Rio Grande do Sul. Apesar dos desafios, o economista enfatiza que é possível regularizar as dívidas, e recomenda o controle rigoroso dos gastos, corte de despesas supérfluas e evitar compras desnecessárias.
“Essas medidas não apenas funcionam na teoria, mas também na prática. São um conjunto de fatores que faz com que ocorra essa situação. Então você perde o emprego, você tem problemas de saúde, até catástrofes naturais impactam nisso. Observe o que está acontecendo no Rio Grande do Sul. Um dia tu foi dormir na tua casa, quando tu acordou, tu já não tinha casa, tu já não tinha carro, tu já não tinha móvel e etc.”, conclui.
Matéria em vídeo produzida pela repórter Débora Ribeiro para a TV Gazeta



