Matéria feita em conjunto entre Pedro Amorim e João Cardoso para o Agazeta.net
O debate que aconteceu na manhã desta sexta-feira (10), na Câmara dos Vereadores de Rio Branco, para discutir sobre a legalidade de soltar pipas em espaços públicos da capital, contou com a presença de apenas três vereadores. Apesar da importância de pauta, mais da metade dos parlamentares não se fez presente.
Após o trágico episódio que tirou a vida do jovem Fernando Júnior Roca, que morreu após ser atingido por uma linha com cerol no último dia 05 de outubro, famílias, instituições e, também, o Sindicato dos Mototaxistas da capital, reivindicam mais fiscalização para garantir a segurança da população, em especial dos motociclistas.
Mesmo com a existência da lei de n° 2359/2020, que proíbe a venda de cerol e linha chilena em Rio Branco, não há uma fiscalização eficaz que garanta a aplicação da lei. Com a morte da vítima, a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) aprovou, por unanimidade, a Lei Fernando Júnior, que, além da comercialização dos materiais cortantes, também proíbe o uso e a importação.
Com as reivindicações, a Câmara dos Vereadores de Rio Branco decidiu se reunir para debater sobre a legalidade de soltar pipas em locais públicos. Apesar da pauta em questão ser necessária para o bem-estar da população, apenas os vereadores Francisco Piaba (DEM), Fábio Araújo (PDT) e N. Lima (PP) compareceram à reunião.
No debate, houve troca de acusações, reivindicações e questionamentos em relação à justiça do Estado. Familiares da vítima, pipeiros e mototaxistas estiveram presentes na sessão.
Estagiário supervisionado por Gisele Almeida



