Após 15 dias de buscas, as últimas imagens divulgadas antes do desaparecimento de Pedro, de 87 anos, reforçam o mistério em torno do caso. O idoso saiu de casa para comprar refrigerante, mas não retornou. A família afirma que ele foi visto pela última vez deixando a residência, caminhando normalmente.
Durante duas semanas, familiares, amigos e forças de segurança se mobilizaram em uma força-tarefa para tentar localizar o idoso. Drones, cães farejadores e equipes em solo foram utilizados nas buscas, principalmente em áreas de mata e regiões próximas ao trajeto que Pedro costumava fazer, mas até o momento nenhum indício foi encontrado.
A Polícia Civil atua diretamente nas investigações, enquanto o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar auxiliaram nas ações de campo. De acordo com o diretor operacional da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Atahualpa Ribera, no início das buscas havia uma expectativa maior de sucesso.
“Existe uma reunião de forças para fazer as buscas. Caminhando, caminhando bem, caminhando com muita facilidade, então a chance de encontrá-lo realmente era muito grande naquele primeiro momento”, afirmou.
Sem qualquer pista concreta sobre o que possa ter acontecido, a família tenta manter a esperança de encontrar Pedro com vida. O filho do idoso, Guilherme Vilches, relatou que, mesmo com a redução das operações oficiais, voluntários seguem realizando buscas de forma independente.
“Esse final de semana, de sexta a sábado, a gente tem busca com quatro ou cinco pessoas, nas áreas onde alguém possa ter visto ele. Mas sem nenhuma notícia. As pessoas sabem do caso pela repercussão, mas que viu ele, ninguém viu”, disse.
Com o passar dos dias e a ausência de novas informações, a Secretaria de Segurança Pública precisou reduzir a intensidade das buscas na mata. Ainda assim, as investigações seguem em andamento.
“As buscas foram suspensas temporariamente pelo Corpo de Bombeiros, mas a informação continua sendo trabalhada todos os dias. Ela é distribuída entre todas as guarnições da Polícia Militar, tanto da capital quanto do interior mais próximo, como Bujari e Capixaba. As buscas não terminaram. Paramos aquelas ações incessantes na mata, com drones e veículos não tripulados, mas as investigações da Polícia Civil não param. A DHPP continua com o caso e acreditamos que vamos conseguir encontrá-lo em breve”, reforçou Ribera.
A família pede que qualquer informação que possa ajudar a localizar Pedro seja repassada às autoridades. Enquanto isso, a esperança segue como principal combustível diante da falta de respostas.
Com informações da repórter Débora Ribeiro para TV Gazeta e editada pelo site Agazeta.net



