Nessa terça-feira (12), uma criança de sete meses de idade morreu em decorrência de agressões e o principal suspeito é o pai, que atende pelo nome de Jailton Martins Pereira. Além disso, o bebê estava com sinais abuso sexual.
Segundo informações de profissionais da Unidade de Pronto Atendimento (Upa) de Rio Branco, a mãe teria dado uma medicação ao bebê e, na hora de dar a mamadeira, percebeu que ele estava roxo e com o corpo gelado. Em seguida, foi levado à Upa e por ter chegado com uma parada cardirrespiratória, os profissionais reanimaram.
Durante o dia, já com a criança estável, optaram por fazer a transferência da criança para o Pronto-Socorro (PS), em uma ambulância de suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ao chegar e ser entregue a profissionais da pedidatria, eles teriam observados marcas de mordidas e agressões.
Além das marcas de agressões, também foi percebido que a genitália da criança estava com sinais de violações. Diante da situação, os profissionais acionaram a Polícia Civil do Acre (PCAC), além do conselho tutelar e assistência social. Apesar dos esforços, a criança acabou não resistindo e veio a óbito.
Em depoimento, a mãe do bebê à delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav), Vângela Dias França, afirmou que o autor dos abusos é Janilton Pereira. Segundo a PCAC, o pai da criança usava tornozeleira eletrônica e responde a, pelo menos, dois processos.
Investigação
Segundo a delegada responsável pelo caso, Kelcinária da Costa, agentes da Polícia Civil já iniciaram as investigações e que as informações já foram encaminhadas ao Poder Judiciário. “Se a população tiver informação sobre o paradeiro do acusado, que informe à polícia”, pede a delegada.
De acordo com Costa, em depoimento a mãe contou que o motivo das agressões é que o bebê chorava muito e que pai não tinha paciência.
“Ela informa que ele caiu da cama e bateu a cabeça. Por ter ficado em estado grave, foi encaminhado ao Pronto-Socorro”, conta a responsável pelo caso.
A PCAC agora vai interrogar mais pessoas, como familiares, vizinhos e amigos. O suspeito segue foragido da polícia.



