Alício Lopes de Souza, de 53 anos, que é funcionário da Secretaria Municipal de Educação (Seme) e ex-policial militar, acusado de cometer vários casos de importunação sexual a alunos e professoras do curso de bacharelado em História da Universidade Federal do Acre (Ufac), graduação que também o tinha como estudante, já cometeu diversas irregularidades em escolas onde trabalhou e foi denunciado por violência doméstica contra a ex-mulher.
O acusado foi expulso da Polícia Militar do Acre (PMAC) devido a uma ficha de processo criminais, da qual se destaca a denúncia feita pela ex-esposa. Segundo ela, Alício Souza fazia uso de entorpecentes dentro da sua própria casa. Os dois tiveram dois filhos e, no período que eles moraram juntos, o homem possuía um comportamento violento, sendo necessário ela entrar com uma medida protetiva para que ele se afastasse da residência.
A mulher relatou também que chegou a receber diversas ameaças gravadas por ele. Além disso, a mulher contou que a mãe do acusado chegou a pagar vários tratamentos para ele se livrar da dependência química, mas ele sempre retorna a utilizar drogas, principalmente cocaína.
Irregularidades em escolas
Funcionário da Secretaria Municipal de Educação (Seme) de Rio Branco desde 1999, ao decorrer dos anos Alício Lopes de Souza já foi acusado de cometer uma série de irregularidades e, em muitos casos, as escolas chegaram a devolvê-lo para o núcleo por conta das ações cometidas.
Em junho de 2018, enquanto estava lotado na escola e Educação Infantil Wild Viana das Neves, ele foi denunciado por trancar o portão e desaparecer, sabendo que havia funcionários na escola; assediar funcionária; causar transtornos; atrasos e não respeitar a hierarquia. Com isso, foi solicitada a devolução dele.
Já em setembro do mesmo ano, na escola de Ensino Infantil Djanira Bezerra dos Reis, um novo pedido de devolução foi feito, porém com novas irregularidades: deixar a escola vulnerável a vandalismo e invasão; chegar atrasado ou não aparecer para os plantões; abandonar o plantão; dormir durante o plantão; proferir xingamentos e palavrões ofensivos.
As acusações mais recentes, feitas em 2020, na escola de Educação Infantil Anita dos Santos Jangles, por meio de um relatório encaminhado ao Seme para providências, ele teria discutido com a coordenadora administrativa, usando palavras ofensiva; cometido faltas e atrasos constantes; aberto a tela de proteção da cantina e comido a merenda das crianças; teria indícios de embriagues no serviço; urinado nos bancos do refeitório; além de uma queixa de assédio.
Medida protetiva coletiva
Apesar dele ter sido suspenso das aulas na instituição pelas acusações de assédio sexual, alunos e professoras tem por represália. Por conta disso, a Associação de Docentes da Ufac (ADUfac) tomou a decisão de pedir uma solicitação de medida protetiva coletiva para professoras e alunas vítimas de assédios dentro da universidade, na última segunda-feira, 25.
De acordo com a presidente da ADUfac, a professora Letícia Mamed explica que existe uma preocupação maior com o caso, porque, além da universidade não possuir mecanismos que garantam a proteção dos alunos e professores, mesmo suspenso, Alício Souza tenta ter acesso e circular pelo campus.
“O denunciado trata-se de uma pessoa que evidencia um comportamento bastante perigoso, envolvimento com entorpecentes, agressivo no âmbito de toda a universidade. Mesmo suspenso, ele tenta entrar no campus. É uma pessoa que reside próximo a Ufac e porta arma branca”, afirmou Mamed.



