“Se a comunidade internacional quer preservar parte dessa reserva natural, ela deve contribuir para a preservação”
Durante a participação na tarde de terça-feira (03), no Gazeta Entrevista, Clélio Campolina Diniz, ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação – no período de 2014, em bate papo com Itaan Arruda, trouxe como tema debate sobre desenvolvimento econômico para Amazônia. O professor está no Acre para estudo em futuros projetos de desenvolvimento.
Itaan traz como primeiro questionamento a visão de economistas “daquelas bandas do Brasil” em relação ao desenvolvimento amazônico e como pensar em ampliar para a região que entregue perspectivas diferentes. O ex-ministro é claro em dizer que as melhorias devem ser pensadas dentro do contexto econômico e inclusão social e em função das questões contemporâneas. É preciso olhar dentro dos contextos históricos, econômico, cultural e ambiental.
Agora, como trazer em debate as questões de preservação e cuidados com o meio ambiente, principalmente no Acre, onde historicamente trazemos o desmate como soluções do agronegócio e crescimento econômico por meio da agricultura? Clélio acredita que, apesar das questões do agro ser bem sucedidas no Brasil, essas não podem ser as únicas maneiras de atividades econômicas. Hoje essas são debates político e social levando em consideração que também se trata de uma questão de sobrevivência da humanidade em escala mundial.
“Estamos vivendo em uma etapa onde, por um lado existe uma preocupação mundial com a questão ambiental e por outro lado novas janelas de oportunidades que estão sendo abertas com a corrida cientifica e tecnológica. Isso está mudando o padrão e incorporando um conjunto de novas atividades”, explica o ex-ministro.
Campolina traz como observação a bioeconomia, algo novo, mas que vem com um grande proposito positivo, que defende trazendo do ponto de vista que “parte da floresta precisa ser preservada, não é em uma escala do Acre em individual ou do Brasil; precisamos entrar nos fóruns internacionais para discutir a questão ambiental. Se a comunidade internacional quer preservar parte dessa reservada natural, ela deve contribuir para essa preservação”.
O professor trouxe também observações sobre o Zoneamento Ecológico Econômico no Acre. Em sua percepção, o trabalho técnico realizado no Estado é fundamental, mas precisa também ser passado para âmbito político federal.
“É uma das preocupações centrais que tenho aqui, como melhorar as conexões do ponto de vista com o restante do Brasil e vizinhos. E ao mesmo tempo, cuidar das políticas sociais básicas, como questão a educação, saúde e outros necessários”, observa o professor.



