Omar Aziz quer ouvir nove governadores e 12 prefeitos
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), informou na noite desta segunda-feira (24), que serão votados na próxima quarta-feira (26) os requerimentos para a convocação de governadores, prefeitos e ex-prefeitos de estados e capitais, onde a Polícia Federal (PF) investiga suspeita de desvio de recursos de combate à covid-19.
A convocação de governadores e prefeitos é uma bandeira levantada pelo Governo Federal para tentar enfraquecer os questionamentos sobre a postura do presidente da República, Jair Bolsonaro, sem partido, durante a pandemia.
Ainda segundo Omar Aziz, serão convocados pelo menos nove governadores e 12 prefeitos e ex-prefeitos. Serão cerca de seis prefeitos de capitais chamados, sendo elas: Aracaju, Fortaleza, Macapá, Recife, Rio Branco e São Luiz. Em Rio Branco, quem deve ser convocada é a ex-prefeita Socorro Neri.
A Polícia Federal, junto com a Controladoria Geral da União (CGU), iniciou uma investigação sobre a aquisição de máscaras e álcool em gel, por parte da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), para o enfrentamento da pandemia de covid-19 durante a gestão de Neri.
Segundo a Polícia Federal, ficaram constatados indícios de montagem processual, simulação de pesquisas de preços e falsidades de assinaturas nos documentos da empresa contratada. No dia 10 de junho de 2020 foi deflagrada a Operação Assepsia para investigar o caso. Em 15 de abril deste ano ocorreu a segunda fase da operação com cumprimento de mandados de busca e apreensão, além de intimação para seis pessoas serem ouvidas.
Sobre o caso, a assessoria da ex-prefeita Socorro Neri enviou uma nota do dia 15 de abril referente à operação da Polícia Federal que investiga o suposto desvio de verbas durante a gestão dela. Confira na íntegra:
1 – À época, quando soube de indícios de irregularidades na aquisição desses materiais, exonerei os servidores e determinei que fossem oficiados todos os órgãos de controle para abertura dos procedimentos investigatórios legais;
2 – Além disso, também orientei total cooperação e o fornecimento de todas as informações solicitadas pela CGU e Polícia Federal.
3 – O gestor de uma secretaria municipal é o ordenador de despesa e, assim sendo, cabe ao gestor à época prestar os esclarecimentos necessários e fazer sua defesa.
4 – Não tive meu nome envolvido nem neste e em nenhum outro procedimento investigatório criminal, e por isso nunca fui chamada a prestar esclarecimentos ou a participar do procedimento de qualquer outra forma.
5 – Nunca pactuei com corrupção. Aguardo que a investigação seja bem sucedida e, em se comprovando algum crime, os culpados sejam responsabilizados pela justiça.



