O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com a Polícia Militar de Feijó, realizou a operação de cumprimento de dois mandados de busca e apreensão na cidade. O primeiro mandado foi cumprido na residência do ex-prefeito Raimundo Ferreira Pinheiro, conhecido como Dindin, onde foram apreendidos aparelhos celulares, computadores e duas armas de fogo.
O segundo mandado foi executado na casa do irmão do ex-prefeito, apontado como possível executor de um crime.
Segundo o promotor Bernardo Albano, coordenador do Gaeco, Dindin teria ameaçado de morte o desembargador Roberto Barros, motivado por uma decisão judicial que o tornou inelegível por oito anos devido a um caso de improbidade administrativa. Após recorrer da sentença e não obter sucesso, o ex-prefeito teria proferido ameaças e expressado descontentamento com a decisão do Tribunal de Justiça.
Com base nas provas apreendidas, o Ministério Público do Acre (MPAC), busca fortalecer o rol de evidências contra o ex-gestor, com o objetivo de apurar o crime e identificar possíveis cúmplices. Albano destacou a gravidade da situação, ressaltando que ameaças contra autoridades comprometem o Estado Democrático de Direito e o funcionamento do Judiciário.
“Não podemos aceitar de modo algum nenhum tipo de intimidação ou ameaça, como ocorreu no contexto, à autoridade do Poder Judiciário ou de qualquer instituição, pois isso coloca em risco o próprio Estado Democrático de Direito”, explica o promotor.
Por enquanto, não foi solicitada a prisão do ex-prefeito, mas as investigações estão em andamento para verificar se havia um plano para atentar contra a vida do desembargador. Pinheiro, servidor do Judiciário e ex-prefeito de Feijó, está sob investigação por possíveis envolvimentos em crimes relacionados à ameaça proferida. Dindin foi eleito prefeito em 2009, após três mandatos como vereador na cidade.
Matéria em vídeo produzida pelo repórter Adailson Oliveira para a TV Gazeta



