Uma família de Rio Branco denunciou, suposta falha no atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cidade do Povo, após a morte de Sara Marta, de 26 anos, na última sexta-feira (7). A paciente, que era oncológica e utilizava bolsa de colostomia, teria procurado a unidade sentindo fortes dores no peito e dificuldade para respirar.
Segundo relato do pai, Antônio, a jovem teria vomitado sangue ainda dentro da unidade. “Minha filha estava com falta de ar e dor no peito. Quando ela vomitou, foi sangue. Depois, o sangue começou a sair também pelo nariz. Eles tentaram reanimar, mas já não tinha mais jeito”, contou em entrevista ao programa Gazeta Alerta, da TV Gazeta.
A irmã de Sara também questionou a conduta dos profissionais. “Ela estava bem em casa, se alimentando. Chegou aqui com falta de ar e dor no peito. A médica estava mexendo no celular, os enfermeiros conversando, e só atenderam quando viram que era sangue mesmo”, disse.
A reportagem do programa (Gazeta Alerta) procurou a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), que se manifestou por meio de nota. A pasta lamentou a perda e expressou solidariedade à família, mas negou negligência.
“A paciente deu entrada na UPA do Cidade do Povo por volta das 16h30 já em condição crítica e com múltiplas comorbidades. Além do diagnóstico de câncer em tratamento na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), ela também apresentava doença renal crônica e realizava sessões de hemodiálise, o que aumentava significativamente a gravidade geral do seu estado de saúde”, afirmou a nota.
A Sesacre informou ainda que todas as medidas médicas de emergência foram realizadas, mas o quadro clínico da paciente evoluiu rapidamente para o óbito.
Com informações de Rose Lima, para a TV Gazeta



