Famílias que residem na região do bairro Dom Giocondo, em Rio Branco, conhecida como “Papouco”, serão retiradas da localidade pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Rio Branco (Sasdh). O local é considerado uma área de risco. O prazo é de 90 dias, e os moradores serão realocados para o bairro Rosa Linda, onde estão sendo construídas moradias do programa 1001 Dignidades.
O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Luz, explicou que, em decisão com o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, as primeiras moradias do programa 1001 Dignidades serão entregues para as famílias que residem atualmente na região do Papouco.
“Hoje está em desbarrancamento, é um local insalubre e de alta criminalidade. Ali tem exploração infantil, já identificado pela nossa secretaria e exploração de idoso. Nós temos 33 pessoas em situação de rua, que vivem num barracão, e temos 50 famílias. São pessoas trabalhadoras que ainda moram lá, porque certamente não tiveram a condição de ter uma moradia digna. Portanto, o Papouco hoje é um terreno que não suporta, que os poderes públicos não podem mais suportar seres humanos morarem ali”, explicou.
O secretário explicou ainda que, apesar de problemas parecidos em outros bairros da capital, como Hélio Melo, “Sapolândia”, Seis de Agosto e parte do São Francisco, a região do Dom Giocondo tem mostrado problemas ainda mais graves.
“Quem chega lá no Papouco, fica muito triste, porque é uma cracolândia escondida. Em São Paulo é aberta, aqui é escondida. Então, nós temos que agir, não dá mais. Estamos em parceria com o Ministério Público, com a Defensoria Pública, OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] e Tribunal de Justiça, a pedido do prefeito Tião Bocalom”, disse.
Para o secretário, a desocupação também pode auxiliar a diminuir a criminalidade na região do Bosque e Centro de Rio Branco. De acordo com ele, região que atualmente compreende o Papouco se tornará uma área de proteção ambiental, após a desocupação das famílias.
“Não é só desocupar, nós não podemos deixar as pessoas voltarem. Então, logo que a prefeitura, nossa secretaria, retirar as pessoas de lá, a Seinfra [Secretaria de Infraestrura] vai entrar demolindo tudo, a Semeia [Secretaria de Meio Ambiente], logo em seguida arborizando, e a SDTI [Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação] com monitoramento na área, ali vai ser uma área de proteção ambiental. O que Rio Branco quer, é que nunca mais um cidadão tenha que morar numa região insalubre e em desbarrancamento como aquela que é a região do Papouco”, disse.
O secretário afirmou que de acordo com o Relatório Socioeconômico elaborado pela Sasdh, 95% da população entrevistada tem o desejo de sair da localidade. Além disso, os filhos das famílias também devem estar matriculados em escolas e creches. O prazo é de 90 dias até a retirada das famílias.
Com informações do repórter João Cardoso, para TV Gazeta



