No mês dedicado à Amazônia, os dados mais recentes divulgados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) acendem um alerta no Acre. Entre agosto de 2024 e julho de 2025, o município de Feijó entrou para a lista dos dez que mais desmataram em toda a região amazônica. Nesse período, foram perdidos 78 quilômetros quadrados de floresta.
Além disso, o município acreano aparece entre os seis com maior risco de novas derrubadas nos próximos meses. O levantamento reforça a pressão constante sobre o território e a necessidade de estratégias eficazes para conter a destruição da floresta.
Quando a análise é feita por estados, o Acre ocupa a 4ª posição entre os que mais queimam na Amazônia Legal. Em 11 meses, foram 372 quilômetros quadrados de floresta destruída pelo fogo. Apesar de o número ser alto, representa uma redução de 4% em comparação ao período anterior.
Outro dado preocupante é o avanço da degradação florestal. O Acre aparece em 7º lugar nesse ranking, com 230 quilômetros quadrados de áreas degradadas, um aumento expressivo de 265% em relação ao ano anterior. O cenário não se limita ao estado: toda a Amazônia Legal registrou, em julho de 2025, um salto de 187% na degradação, alcançando 502 quilômetros quadrados.
O Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, já passou, mas o mês ainda carrega o convite à reflexão. Como sociedade, até que ponto estamos cuidando do maior bioma de biodiversidade do planeta?



