A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre (FICCO/AC), prendeu na manhã desta sexta-feira, 23, um indivíduo ainda não identificado condenado por roubo e participação em organização criminosa e que estava com mandado de prisão em aberto.
Os policiais chegaram até ele em virtude das investigações acerca da fuga de dois homens da penitenciária federal em Mossoró/RN. Uma vez que há várias forças de segurança envolvidas nas buscas, com trocas de informações, foi possível localizar o preso desta manhã, que é irmão de um dos foragidos.
Entenda
Dois detentos transferidos do Acre, Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral do Nascimento, fugiram do Complexo de Segurança Máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte, no dia 13 de fevereiro. Eles cumpriam penas por diversos crimes, como: assalto, homicídio, latrocínio, organização criminosa e tráfico de drogas.
A transferência dos detentos ocorreu após a participação em uma rebelião no presídio de segurança máxima Antônio Amaral Alves de Rio Branco, no Acre, em setembro de 2023. A rebelião, que ocorreu em 26 de julho do ano passado, resultou em cinco mortes, com três decapitações, e durou cerca de 24 horas.
A fuga dos detentos de Mossoró surpreendeu as autoridades, uma vez que é a primeira vez que um caso desse tipo é registrado em um presídio federal no país. O acesso à estrada que leva ao complexo é restrito, e o local abriga diversos presos considerados de alta periculosidade, como o traficante Fernandinho Beira-Mar, condenado a 300 anos de prisão.
Investigação
Em entrevista à TV Gazeta no dia 14 de fevereiro, o delegado da Polícia Civil do Acre (PC/AC), Roberth Alencar, dá detalhes sobre a fuga dos acreanos Deibson Nascimento e Rogério Mendonça, da Penitenciária Federal em Mossoró. A dupla participou da rebelião ocorrida no presídio Antônio Amaro, em julho do ano passado.
Alencar é um dos responsáveis pela investigação da rebelião ocorrida no presídio de Rio Branco, que deixou cinco detentos mortos e os dois fugitivos foram transferidos para Mossoró, após pedido do Ministério Público do Acre (MPAC), por fazerem parte do motim.
“A Polícia Civil do Acre aguarda informações oficiais, para que a gente preste auxílio no sentido de tentar recuperar esses dois detentos. A Polícia vai realizar o monitoramento, já que eles têm vínculos familiares aqui no Acre e eles podem tentar regressar para o Estado, ou tentar entrar em contato com familiares”, destaca o delegado.



