A medida de corte de gastos do Governo do Acre vai afetar os números de desemprego no estado. A redução de 30% dos gastos para equilibrar as contas pode gerar a demissão de 2 mil trabalhadores. Muito para um mercado de trabalho que, basicamente, depende do serviço público.
Todos os secretários de estado foram informados que os gastos em suas pastas vão ter que reduzir. A média é de 30%, dessa forma, a contenção deve ser feita em todos os setores em que tenha despesa. Mediante a esse atual cenário, a secretaria vai ter que reduzir o valor gasto.
O governo alega a perda de quase R$ 600 milhões de arrecadação com as quedas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o subsídio dos combustíveis, onde a União retirou mais de 200 milhões. Um dos principais setores afetados pelos cortes são as empresas terceirizadas, pois elas mantém funcionários nas partes administrativa e de limpeza de várias secretarias.
O economista Rubicleis Silva, disse que a medida do Governo faz o Acre dá um passo atrás na geração de emprego e renda. Nos últimos oito meses desse ano foram criados 1.960 postos de trabalho e com a demissão de 2 mil trabalhadores, o Acre zera a lista de geração de empregos e joga uma crise para o mercado.
“O que representa uma redução de 30% no orçamento do Estado, podemos elencar muitos fatores, porque o grande investidor da economia no Acre é o estado. O grande pagador da economia é o estado. Dessa forma, a redução de 30% nas despesas do estado traz um impacto gigantesco relacionado a economia, e não é um bom impacto”, diz o economista.
O governo antecipou e revelou para os secretários onde quer os cortes. Vale salientar que além dos terceirizados, tem a redução dos gastos com passagens e diárias, pois está proibido de contratar cargos comissionados.
Segundo o economista, o governo deveria desde o início eleger prioridades de gastos, como por exemplo cancelamento do contrato com a empresa que cede o jatinho para viagens oficias do governador e da vice, até porque o contrato é de R$ 18 milhões. Por isso, cada viagem não sai por menos de R$ 300 mil.
“A pergunta é aonde é que vai cortar? Vão cortar no cafezinho, na diária do pequeno servidor ou vão cortar nos grandes benefícios que o estado gera para um conjunto de pessoas”, acrescenta Silva.
Os prefeitos que buscam o governo para pedir ajuda em obras de infraestrutura e serviços podem desistir da viagem, já que a ordem é não repassar nada até um ajuste nas contas.
As novas regras para o corte de despesas não valem ainda, pois a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), ainda prepara a minuta do decreto que será entregue a cada um dos secretários. Mas isso não deve demorar, pois agora, o Governo tem pressa em economizar.
O total do orçamento para cada setor será definido nessa semana e quando os responsáveis estiveram com a planilha na mão, vão ter que acatar como se fosse uma meta que não pode ser modificada.
Com informações do repórter Adailson Oliveira para TV Gazeta



