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Home Coluna da Casa Escavando História
  • Informar ou influenciar? A mudança no papel da notícia

    por Agazeta.Net
    20 de fevereiro de 2026
    em Escavando História
    Informar ou influenciar? A mudança no papel da notícia

    Arte: Helenayra Moreira do Nascimento

    Ouça Aqui

    Este texto não segue o formato tradicional que costuma priorizar apenas datas exatas, nomes de fundadores e marcos cronológicos rígidos. Embora a história esteja presente e seja respeitada, a escolha aqui foi outra. Escrevemos este material de forma conjunta, entre uma historiadora e uma futura jornalista, com a intenção de provocar reflexão, tanto em quem escreve quanto em quem lê.

    Mais do que repetir informações já conhecidas, o objetivo é questionar como a notícia é construída, consumida e acreditada ao longo do tempo. Em um cenário onde fake news, recortes fora de contexto e assuntos pela metade circulam com facilidade, optamos por uma linguagem mais próxima, menos engessada e, talvez, menos cansativa. A ideia não é facilitar demais, mas tornar a leitura mais interessante, acessível e, principalmente, consciente, para que ler não seja apenas absorver informação, mas também pensar sobre ela.

    A história do rádio brasileiro começa oficialmente em 7 de setembro de 1922, quando, durante as celebrações do Centenário da Independência, foi feita a primeira transmissão de rádio no país, com o discurso do então presidente Epitácio Pessoa, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, em 1923, o antropólogo e educador Edgard Roquette-Pinto fundou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, considerada a primeira emissora regular do Brasil e símbolo do início da radiodifusão nacional.

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    A popularização só começou mesmo na década de 1930, quando o rádio passou a ser produzido e consumido por uma massa crescente de brasileiros. Durante esse período, iniciativas governamentais e empresariais tornaram os aparelhos de rádio mais acessíveis, e ganhou espaço uma programação que misturava notícias, música, entretenimento e propaganda.

    A chamada Era de Ouro do rádio ocorreu entre as décadas de 1930 e 1950, período em que o rádio consolidou sua presença nas casas em todo o país e se tornou o principal meio de comunicação de massa. Programas de auditório, radionovelas, esportes, música e noticiários marcaram época e impactaram profundamente a cultura brasileira, tanto que o rádio desempenhou um papel social e cultural equivalente ao que a televisão viria a ocupar décadas depois.

    O impacto social da rádio foi enorme. Em um país ainda com altos índices de analfabetismo, cerca de 65 % da população não sabia ler na década de 1920, a rádio atuou como escola dos que não tinham escola, lendo jornais, divulgando conhecimento e integrando regiões distantes.

    OS JORNAIS IMPRESSOS

    Se a gente parar para pensar na história dos jornais impressos no Brasil, dá para ver que eles foram muito mais do que aquele papel que a gente folheava de manhã com o café (iguais nos filmes e novelas), eram praticamente a espinha dorsal da informação por aqui por mais de um século.

    O primeiro jornal impresso do Brasil surgiu no contexto da chegada da família real portuguesa ao país, em 1808, marco fundamental para a história da comunicação brasileira. Até então, a impressão de jornais era proibida na colônia. Em 10 de setembro de 1808, começou a circular a Gazeta do Rio de Janeiro, considerada o primeiro jornal impresso em território brasileiro, produzido pela Imprensa Régia.

    O primeiro jornal publicado no Brasil “a Gazeta do Rio de Janeiro’’. Imagem: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro

    A publicação tinha caráter oficial e servia principalmente para divulgar atos do governo, decisões da Coroa e notícias da Europa, sem espaço para críticas ou opiniões contrárias. No mesmo ano, em junho de 1808, foi criado o Correio Braziliense, por Hipólito José da Costa, impresso em Londres e enviado ao Brasil, sendo reconhecido como o primeiro jornal brasileiro em termos de conteúdo crítico e político, mesmo não sendo produzido no país. Esses dois jornais marcam o início da imprensa brasileira e mostram que, desde o nascimento do jornalismo no Brasil, a informação já estava ligada ao poder, ao controle e aos interesses políticos.

    Desde o final do século XIX e boa parte do século XX, quando jornais como Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo dominavam a cena e eram lidos por milhões todos os dias, o impresso era a forma mais comum de saber o que estava acontecendo no país e no mundo. Esses jornais marcaram época e se tornaram referência de jornalismo sério no Brasil.

    Mas com a chegada da internet e principalmente com o avanço dos smartphones, o cenário mudou demais. Hoje em dia, a maior parte do público consome notícia online, segundo pesquisas feitas pela Débora Araújo é redatora da Click Petróleo e Gás, a grande maioria acessa tudo pelo celular, e apenas uma pequena fração compra jornal impresso frequentemente. Dados recentes mostram que apenas cerca de 4% ainda compram jornais físicos com regularidade, enquanto a esmagadora maioria consome notícias pelo celular. (CLICK PETRÓLEO E GÁS, 2024).

    Mesmo assim, isso não quer dizer que os jornais impressos desapareceram completamente. Há certa parcela do público que ainda valoriza pegar a edição na mão, por achar que é mais confiável ou simplesmente pela experiência de leitura e existem até pesquisas realizadas pela professora da Faculdade de Comunicação e Informação da UFG, Simone Tuzzo mostra que, para muitos leitores, o jornal impresso passa uma sensação de credibilidade e profundidade maior do que ler notícia na tela. (UFG, 2017).

    Aliás, um exemplo curioso disso é a Folha Universal, um jornal ligado à Igreja Universal que ainda investe pesado na versão impressa: são milhares de exemplares distribuídos semanalmente em várias partes do Brasil, incluindo lugares onde nem sempre a internet está disponível. Isso mostra que, mesmo num mundo dominado pelo digital, ainda existe espaço para o papel, principalmente quando o conteúdo tem um propósito muito claro para um público específico (neste caso, os fiéis e comunidades).

    Outro ponto importante é que os jornais impressos às vezes são usados para algo que não é exatamente “informar o público em geral”, mas comunicar ações, serviços ou obras de governo. Por exemplo, em muitas cidades, prefeituras e órgãos públicos ainda fazem uso de jornais impressos para divulgar serviços, obras realizadas e informações institucionais. Isso acontece porque o impresso ainda circula em algumas bancas, clubes e mesmo em pontos públicos, e pode alcançar pessoas que não estão tão conectadas ou que confiam mais no papel do que no meio digital.

    Nem tudo que vinha no jornal era verdade

    Na época dos jornais impressos e do rádio, mentiras, manipulações e notícias “pela metade” já existiam. Só que elas vinham com outros nomes e outras formas. Falava-se muito em boato, propaganda, notícia tendenciosa, versão oficial ou até silenciamento de fatos. Muitas vezes, a manipulação não era inventar algo do nada, mas escolher o que mostrar e o que esconder. E isso, convenhamos, continua acontecendo até hoje.

    Um exemplo bem claro disso foi durante o Estado Novo (Getúlio Vargas) e depois na Ditadura Militar (1964–1985). Nesses períodos, jornais e rádios eram censurados. Ou seja: haviam um restrito controle no que podia ou não ser publicado. Notícias sobre tortura, repressão ou protestos muitas vezes simplesmente não saíam, ou vinham suavizadas, com uma linguagem que favorecia o governo. Não era exatamente uma “fake news” como a gente vê hoje no WhatsApp, mas era uma realidade manipulada.

    No rádio também acontecia isso. Como o rádio era o meio mais rápido e popular, principalmente para a camada da população o qual não sabia ler, ele foi muito usado como ferramenta política. Discursos oficiais, programas patrocinados pelo governo e mensagens repetidas várias vezes ajudavam a criar uma narrativa única, como se aquela fosse a única verdade possível. Quem controlava o microfone, controlava a história.

    Agora, tem uma diferença importante: naquela época, pouca gente produzia notícia. Eram poucos jornais, poucas rádios, poucos donos de meios de comunicação. Isso fazia com que a mentira até demorasse mais a se espalhar, mas quando se espalhava… virava quase uma verdade absoluta, porque não existia contraponto fácil. Não tinha internet, não tinha checagem rápida, não tinha outra versão circulando ao mesmo tempo.

    Fonte: # Charge: Fake News – Blog do AFTM, 2026

    Hoje, o problema é outro. A fake news continua existindo, mas agora qualquer pessoa pode produzir e espalhar informação (verdadeira ou não). Em segundos, uma mentira atravessa o país inteiro. Antes, a manipulação vinha “de cima pra baixo”; hoje, ela vem de todos os lados, misturada com opinião pessoal, recortes fora de contexto e emoção. Nesse cenário, a inteligência artificial também entra como uma nova ferramenta, ao mesmo tempo em que pode ajudar a informar e facilitar o acesso ao conhecimento, também pode ser usada para criar conteúdos enganosos, imagens falsas ou textos convincentes que nem sempre correspondem à realidade. Isso torna ainda mais importante desenvolver senso crítico e cuidado ao consumir e compartilhar notícias.

    O que queremos com tudo isso?

    O objetivo de trazer uma breve (bem breve mesmo) história do rádio, dos jornais impressos não é fazer uma comparação direta entre épocas, até porque cada uma viveu realidades muito diferentes. O que se busca aqui é mostrar que a informação nunca foi totalmente neutra ou pura, independentemente do meio. Em todos esses períodos existiram distorções, silêncios, interesses políticos, econômicos e sociais influenciando o que era dito, e principalmente o que não era dito.

    No rádio, a informação vinha carregada da voz de quem falava e do poder de quem controlava o microfone. Nos jornais impressos, a verdade muitas vezes era moldada pela linha editorial, pela censura ou pelos interesses da imprensa. Na televisão, a imagem passou a dar um ar de verdade absoluta, mesmo quando o conteúdo era limitado, cortado ou apresentado de forma conveniente. Ou seja, a manipulação sempre existiu, só mudava a forma.

    A grande diferença do nosso tempo é que, com a internet e as redes sociais, mentir ficou muito mais fácil, rápido e lucrativo. Hoje, qualquer pessoa pode se colocar como jornalista, especialista ou historiador, mesmo sem formação, sem compromisso com a apuração e sem responsabilidade com o impacto da informação que espalha. A internet virou também um meio de ganhar dinheiro, visibilidade e poder, e isso fez com que a informação passasse a disputar espaço com o engajamento, o sensacionalismo e a polarização.

    Muitas páginas e perfis usam o formato de jornal, o nome de “notícia” e a estética da credibilidade, mas funcionam como fábricas de cliques. Imagens fora de contexto, manchetes chamativas e textos contraditórios se tornaram comuns. E como muita gente não lê a matéria inteira, acaba compartilhando apenas o que viu primeiro, geralmente a imagem ou a legenda, ajudando a espalhar desinformação sem perceber.

    Hoje em meio a tanta informação circulando, é fácil colocar toda a culpa nas redes sociais, nos jornalistas ou nos algoritmos. Mas a verdade é que quem consome notícia também faz parte desse processo. Cada curtida, cada compartilhamento sem leitura e cada comentário impulsivo ajudam a decidir o que vai continuar circulando.

    Muitas vezes, a notícia que mais engaja não é a mais bem apurada, mas a que mexe com a emoção: medo, raiva, indignação ou identificação. A informação deixa de ser analisada e passa a ser sentida e quando sentir vira mais importante do que entender, a verdade perde espaço.

    Nesse cenário, informar não é só produzir conteúdo responsável, mas também consumir de forma crítica. Ler além da manchete, desconfiar do que parece simples demais e aceitar que nem toda informação vai confirmar aquilo que a gente já acredita. Pensar dá mais trabalho do que compartilhar, mas talvez seja exatamente isso que esteja faltando

    Com isso, a internet deixou de ser apenas um espaço de troca de informação e passou a ser também um palco de disputas, ataques, brigas e narrativas, onde a verdade muitas vezes perde para quem grita mais alto ou gera mais reação. É claro que isso não vale para todos, ainda existem veículos sérios, jornalistas responsáveis e produtores de conteúdo comprometidos com a verdade, mas ignorar o problema seria fingir que ele não existe.

    No fim, essa reconstituição histórica serve para mostrar que o problema nunca foi só o meio, e sim o uso que se faz dele. A diferença é que hoje o alcance é maior, o controle é menor e a responsabilidade, muitas vezes, é inexistente. Por isso, mais do que nunca, informar não é só falar, é apurar, contextualizar e entender que toda informação tem consequências.

    Helenayra Moreira do Nascimento – Bacharela em História pela Universidade Federal do Acre.
    Rayane Gusmão Albuquerque – Bacharelanda em Jornalismos pela Universidade Federal do Acre.

    Agazeta.Net

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