A Justiça do Acre decidiu levar a júri popular quatro dos cinco réus denunciados no principal processo da Chacina do Taquari, crime que deixou seis mortos no bairro Taquari, em Rio Branco. A decisão foi tomada por meio de sentença de pronúncia, que reconhece indícios de autoria e materialidade do crime e encaminha o caso para julgamento pelo Tribunal do Júri.
A chacina ocorreu na noite de 3 de novembro de 2023 e, segundo denúncia do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), teria sido motivada por disputa entre organizações criminosas. A investigação aponta que integrantes do Comando Vermelho (CV) tentavam assumir o controle da região, tradicionalmente associada ao grupo conhecido como Bonde dos 13.
Participação dos acusados
De acordo com a decisão judicial, Davidesson da Silva Oliveira, conhecido como “Escopetinha”, teria atraído algumas das vítimas ao local do ataque com a promessa de oferecer moradia. Ele responderá pelas mortes de Adegilson Ferreira da Silva e Valdei das Graças Batista dos Santos, além da acusação de integrar organização criminosa.
Outro acusado, Tony da Costa Matos, foi preso com uma escopeta calibre 12, arma apontada como uma das utilizadas no crime. Conforme a denúncia, ele também teria destruído o HD que armazenava imagens de câmeras de segurança da residência onde ocorreram os assassinatos.
Já José Weverton Nascimento da Rosa, conhecido como “Raridade”, foi encontrado ferido a cerca de 50 metros do local das mortes. À época, ele afirmou que havia sido baleado enquanto se dirigia à casa da namorada.
O quarto réu, Denilson Araújo da Silva, conhecido como “Jabá”, também foi preso com uma escopeta calibre 12 e apresentava ferimentos pelo corpo. Inicialmente, ele alegou que as lesões eram resultado de tumores, mas exames periciais apontaram que os ferimentos eram compatíveis com disparos de arma de fogo.
Tony da Costa, José Weverton e Denilson Araújo responderão pelas mortes de Adegilson Ferreira da Silva, Valdei das Graças Batista dos Santos, Luan dos Santos de Oliveira, Tailan Dias da Silva, Sebastião Ítalo Nascimento de Carvalho e Tiago Rodrigues da Silva, além da acusação de participação em organização criminosa.
Processo desmembrado
O quinto denunciado no caso, Ronivaldo da Silva Gomes, conhecido como “Roni”, teve o processo desmembrado. Segundo a denúncia, ele também estaria presente no local do confronto. Roni integra atualmente a lista dos 214 foragidos mais procurados do país.
Como ainda cabe recurso contra a sentença de pronúncia, a data do julgamento pelo Tribunal do Júri ainda não foi definida.
Com informações de Luan Rodrigo, para a TV Gazeta



