A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) negou recurso da defesa de Juscelino Romeu de Almeida, de 45 anos, e manteve a condenação de 18 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato da namorada, Raires da Silva Ferreira, em Brasiléia, município na fronteira com a Bolívia.
A pena havia sido fixada pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Brasiléia no dia 21 de outubro de 2024. A defesa recorreu ao tribunal pedindo a redução da pena, mas o relator votou pelo não provimento do recurso, sendo acompanhado pelos demais desembargadores, o que resultou na manutenção integral da sentença.
Desaparecimento e investigação
Raires da Silva Ferreira morava na periferia de Brasiléia e mantinha relacionamento com o acusado. Ela desapareceu na noite de 21 de agosto de 2023, após sair de casa.
A investigação foi conduzida pela Delegacia Geral de Polícia Civil do município, sob responsabilidade do delegado Erick Maciel. Durante as diligências, os policiais identificaram que a vítima esteve na residência de Juscelino Romeu. No local, foram encontradas marcas de sangue e indícios de violência.
Imagens obtidas durante a apuração mostraram o casal em uma bicicleta, seguindo em direção ao Rio Acre. A partir disso, a Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de homicídio e ocultação de cadáver.
O Corpo de Bombeiros Militar do Acre realizou buscas por três dias na região e localizou roupas que seriam da vítima e a bicicleta.
Prisão no Amazonas
Após o desaparecimento, Juscelino Romeu deixou a cidade. Dois meses depois, foi localizado e preso no município de Lábrea (AM), onde trabalhava em uma fazenda na região da BR-364.
Levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, foi condenado por feminicídio e ocultação de cadáver a 18 anos de prisão. Com a decisão da Câmara Criminal, a pena permanece inalterada.
A manutenção da condenação encerra a análise do recurso no âmbito do tribunal estadual.
Com informações de João Cardoso, para a TV Gazeta



