O deputado federal Coronel Ulysses e o deputado federal Roberto Duarte se pronunciaram neste sábado (3) sobre os ataques dos Estados Unidos à Venezuela, a prisão do presidente Nicolás Maduro e a manifestação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou a ação norte-americana.
Em publicação, Lula classificou os bombardeios e a captura do chefe de Estado venezuelano como uma grave violação do direito internacional.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, escreveu. Segundo o presidente, ações desse tipo colocam o mundo em um cenário de violência e instabilidade, onde prevalece “a lei do mais forte”.
Na contramão do posicionamento do Planalto, o deputado federal Coronel Ulysses celebrou a prisão de Maduro e fez duras críticas à esquerda.
“O povo venezuelano em festa com essa prisão e comemorando a liberdade, enquanto a esquerda criminosa mundo afora entra em crise de histeria. Grande dia. 2026 é o ano da liberdade”, afirmou.
Em outra publicação, o parlamentar declarou que, apesar da queda do regime venezuelano, o Brasil ainda teria “uma ditadura a ser derrubada”, associando o narcotráfico ao governo de Maduro e à esquerda latino-americana. Coronel Ulysses também destacou que Lula seria “amigo de Maduro”, reforçando o tom crítico ao presidente brasileiro.
Já o deputado Roberto Duarte direcionou suas críticas diretamente ao presidente Lula. Para ele, o chefe do Executivo brasileiro adotou uma posição equivocada ao se manifestar sobre o caso. Duarte afirmou que Lula ignora a realidade de um regime autoritário marcado por perseguição política, censura à imprensa e violações de direitos humanos.
Segundo o parlamentar, a nota divulgada pelo presidente não representa o povo brasileiro, que, em sua avaliação, defende democracia, liberdade e respeito às garantias individuais. Duarte também destacou que não há soberania legítima quando um governo oprime a própria população e afirmou que a América Latina não pode mais aceitar regimes sustentados pela censura, pelo medo e pela miséria.
As manifestações evidenciam o contraste entre a posição adotada pelo governo federal e o discurso de parlamentares alinhados à direita diante da crise internacional envolvendo a Venezuela e os Estados Unidos.



