O Ministério da Educação (MEC) retomou 27 obras da educação básica no Acre que estavam paralisadas há anos, segundo anunciou o ministro Camilo Santana durante visita ao estado nesta quarta-feira (25). O investimento soma quase R$ 60 milhões e contempla creches, escolas e quadras poliesportivas.
De acordo com o ministro, o problema das obras inacabadas é nacional. “Nós tínhamos 5.800 obras inacabadas e paralisadas só da educação básica no Brasil. Aqui, por exemplo, nós retomamos 27 obras”, afirmou.
Obras paradas há até sete anos
Camilo explicou que muitas construções estavam interrompidas há cinco ou até sete anos, o que dificultava a conclusão dentro dos valores originalmente previstos nos contratos.
“É difícil uma obra que estava cinco anos, sete anos parada, o prefeito terminar com o mesmo valor”, disse.
Para viabilizar a retomada, o governo federal aprovou uma lei no Congresso Nacional que permitiu a atualização dos valores das obras, corrigindo os contratos para preços atuais. Segundo o ministro, a medida foi fundamental para que prefeitos e governadores conseguissem finalizar as construções com recursos repassados pela União.
Ampliação de investimentos
Além da retomada das obras, o MEC anunciou novos investimentos na educação básica do Acre, incluindo 10 escolas de tempo integral, sete creches e 33 ônibus escolares já entregues aos municípios, que atendem as 22 cidades do estado.
O ministro afirmou que o objetivo da gestão é reconstruir a infraestrutura educacional e fortalecer o diálogo com estados e municípios.
“O que a gente tem procurado fazer desde quando eu cheguei no Ministério da Educação é retomar o diálogo federativo, que não existia com os estados e municípios. Depois retomamos as obras”, declarou.
Impacto na rede pública
A retomada das 27 obras representa avanço na estrutura da educação básica no estado, especialmente em municípios que aguardavam a conclusão de creches e unidades escolares há anos.
O investimento faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e integra um pacote mais amplo de recursos destinados à educação no Acre.
Segundo o MEC, a estratégia é garantir que obras paralisadas sejam concluídas antes da abertura de novos contratos, evitando desperdício de recursos públicos e assegurando melhores condições de ensino para estudantes da rede pública



