As imagens de colisões envolvendo carros, motos, ônibus e até caminhões se tornaram tão frequentes no dia a dia que, muitas vezes, já não causam o impacto esperado. No entanto, quando um acidente termina em morte, a realidade se impõe de forma mais dura. Não se trata apenas de danos materiais, mas de vidas interrompidas. Com o crescimento constante da frota de veículos, o risco de acidentes também aumenta, tornando o trânsito um dos principais desafios urbanos.
No mundo ideal, acidentes e mortes no trânsito não existiriam. A realidade, porém, está distante desse cenário. Ainda assim, dados do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran) apontam uma redução significativa no número de mortes causadas por sinistros viários ao longo de 2025, resultado atribuído às ações de fiscalização, educação e prevenção realizadas pela autarquia.
Em todo o estado, o número de mortes no trânsito caiu de 91 em 2024 para 80 em 2025, o que representa uma redução de 12,1%. Na capital, Rio Branco, a diminuição foi ainda mais expressiva: os registros passaram de 42 mortes em 2024 para 32 no ano seguinte, uma queda de 23,8%.
Apesar dos números positivos, a percepção de quem enfrenta o trânsito diariamente ainda é de insegurança.
“Diminuiu muito pouco, ainda tem muito acidente e muitas vítimas. Ainda está perigoso”, avaliou um condutor. Outro motorista reforçou a importância da responsabilidade individual. “A gente sente quando tem responsabilidade no trânsito. O problema é que ainda tem muitos irresponsáveis”, afirmou.
A presidente do Detran no Acre, Taynara Martins, comemora os resultados alcançados, mas reconhece que o desafio está longe de ser superado. Segundo ela, o trabalho conjunto com a Polícia Militar tem sido intensificado nas vias urbanas para reduzir o número de sinistros, especialmente na capital.
“Nós tivemos uma redução bem significativa, principalmente aqui em Rio Branco. Mas o nosso número aceitável de vítimas é zero. Não são números, são famílias, são pessoas, são entes queridos que sofrem com cada perda”, destacou.
Taynara Martins também reforçou que apenas ações educativas e de fiscalização não são suficientes para zerar as mortes no trânsito. Para ela, a mudança de comportamento dos condutores é fundamental.
“Mais de 90% dos sinistros de trânsito acontecem por imprudência. A gente investe em educação de trânsito, inova nas campanhas, utiliza sites, jornais e redes sociais para alcançar mais pessoas, mas essa redução só vai acontecer de fato quando houver a contribuição da população com atitudes conscientes”, concluiu.



