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Home Coluna da Casa A Política Nossa de Cada Dia
  • “Não se arrependa de nada” – a violência contra a mulher como violência política

    por Israel Souza
    11 de março de 2026
    em A Política Nossa de Cada Dia
    “Não se arrependa de nada” – a violência contra a mulher como violência política

    Imagem Ilustrativa

    Ouça Aqui

    Jovem de vinte anos leva 15 facadas após recusar proposta de namoro. Sentindo-se rejeitado, o homem desferiu algumas dessas facadas no rosto da jovem. Certamente, o agressor viu em sua beleza o motivo da rejeição. Então, procurou feri-la no corpo e na alma. Caso sobrevivesse, deve ter pensado, a garota não teria condições de rejeitar a mais ninguém. 

    Funcionária de hotel é brutalmente agredida após negar beijo a um hóspede. Abusando da máxima de que o cliente tem sempre razão, o homem requereu um beijo, além dos outros serviços. Ao fim, sentiu-se rejeitado e, com o ego ferido, reagiu com extrema violência.

    A semana em que se comemora o dia da mulher está sendo marcada por esses e outros tantos casos de violência contra a mulher. São estarrecedoras a brutalidade e os traços cênicos da violência, bem como as justificativas levantadas para legitimar tais atos. Numa visão de conjunto, resta evidente uma coisa: a violência contra a mulher vai assumindo paulatinamente feições cada vez mais políticas. 

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    O Brasil é o quinto país nos casos de mortes violentas de mulheres, ficando atrás apenas de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia. Além disso, ano passado (2025), o país bateu seu recorde de feminicídios, atingindo a vergonhosa cifra de 4 mulheres mortas por dia. Trata-se de algo assustador, considerando que já no ano anterior, 2024, havíamos batido o recorde. Recorde após recorde. A escala é crescente. O círculo se vai reproduzindo em forma de espiral.

           Obviamente, a violência contra a mulher não é algo que apenas agora, recentemente, tenha aparecido entre nós. Em verdade, ela é uma constante em nossa história, tendo sido fortalecida e justificada pelo legado da escravidão, do patriarcado e de tradições religiosas que tendem a educar as mulheres para que sejam submissas ao homem. É um fenômeno sustentado por vários fatores.

      O que mais chama a atenção, no atual cenário, em primeiro lugar, é o nível de brutalidade e perversidade que os agressores dão à violência por eles cometidas. Tem se tornado comum notícias que reportam episódios em que houve dezenas de socos, várias facadas ou tiros, atropelamentos e mulheres arrastadas por quilômetros sob carros. 

    Em segundo lugar, analisando esses e outros casos, formando um quadro a partir deles, percebe-se que não se trata de uma explosão de raiva, coisa momentânea apenas, mas de ódio destilado, desenhado graficamente nos corpos duas vítimas. Mais precisamente, um ódio que os agressores não apenas não desejam esconder. Ao contrário, procuram evidenciar em cada detalhe.

    Em outras palavras, nesses episódios, o ódio se conjuga com a frieza do cálculo. Conscienciosa e metrificada maldade. Não basta fazer sofrer. Busca-se maximizar o sofrimento. A meu ver, vem daí os traços cênicos que a violência contra a mulher vem assumindo ultimamente. É como se os agressores fizessem da violência um ato de explosão de ódio e vingança, sim, contra suas vítimas, contra as quais se lançam. Mas, também, um recado a elas, a outras mulheres e a toda sociedade, um claro sinal do que eles são capazes de fazer.

    É justo dizer que não é apenas violência de um contra um(a). Como disse, é uma violência cênica, performática, dirigida a um público. Neste sentido, é uma violência social, desejosa de visibilidade. Não é por outro motivo que muitos agressores veiculam as agressões por eles cometidas nas redes sociais, espaços de grande visibilidade e com pusilânime moderação. E não me refiro a redes sociais putrefatas como Discord ou relativamente subterrâneas, como o Telegram. Falo de redes como Instagram, Facebook, TikTok, X.

    Outrossim, é também nesses espaços que se estão organizando comunidades que produzem e reproduzem conteúdos machistas e misóginos, conteúdos que procuram justificar e encorajar a violência contra as mulheres. É muito sintomático disso o fato de Vitor Hugo Simonin – um dos responsáveis pelo estupro coletivo de uma menor – ter se entregado à justiça com uma camisa em que estava escrito “Não se arrependa de nada”.

    A frase é de autoria de Andrew Tate, uma liderança red pill – movimento de ódio às mulheres – que responde a processos por estupro, tráfico humano e exploração sexual infantil na Europa. Quando Simonin se entrega à justiça, estampando aquela frase na camisa, ele tem plena consciência de que será filmado e fotografado. 

    Com essa atitude, ele demonstra não apenas que não se arrepende do que fez, como ostenta orgulho. Tudo se passa como se o ato do estupro de uma menor, da violência contra a mulher, fizesse dele mais homem, fizesse dele algo melhor ou maior.      

    Desse modo, o responsável pelo estupro coletivo de uma menor fez de seu crime a oportunidade para ganhar holofotes e, partir daí, falar a seus consortes, colocar suas ideias e valores em evidência. Numa palavra: ostentada como bandeira, com indisfarçável orgulho, a violência de que é sujeito e porta-voz assume status de violência política. Em suma, a violência contra a mulher virou plataforma política.

    Chegado a esse ponto, cabe salientar que, por absurda que seja, já não é uma ideia em gestação. A ideia ganhou corpo e foi colocada para circular no mercado das ideias, com o intuito de fazê-la multiplicar. 

    Não surpreende que, em paralelo a esse caso, a trend/campanha “Caso ela diga não” tenha ganhado as redes sociais. Homens encorajando outros homens a usarem todo tipo de violência contra as mulheres, caso elas ousem dizer não eles. 

    Toda ênfase será pouca em sublinhar que não é brincadeira. Igualmente, não é uma violência de um ou outro celerado contra uma mulher específica. Tampouco, pode ser considerada liberdade de expressão. Não. Nada disso. 

    Com efeito, estamos diante de um movimento de violência de um gênero (homem) contra outro (mulher). É um movimento que procura anular na mulher aquilo que faz dela um sujeito: a vontade e a capacidade de decidir por si mesma. O que buscam, em última instância, é fazer da mulher um ser dócil e passivo. Não sujeito; objeto. E assim, os casos “isolados” de violência, brutal e gratuita, ganham patente e orgânica ligação.

    Infelizmente, o cenário está favorável para o avanço dessas práticas e valores. As Big Techs têm permitido a circulação de conteúdos misóginos em suas plataformas e têm feito disso oportunidade de lucro. Mesmo após denúncias, 90% dos canais com esse tipo de conteúdo continuam ativos no YouTube, por exemplo. Não é de admirar que um terço dos jovens da “geração z”, cativa audiência das redes sociais, defendam que a mulher deve obedecer ao marido.      

    Sentindo o sopro de ventos favoráveis nas eleições desse ano, Dado Dolabella (contumaz agressor de mulheres) e o goleiro Bruno (condenado por matar a mãe de seu filho) tenham anunciado candidatura por partidos de direita que, comumente, ignoram ou menosprezam a luta das mulheres por direitos. 

    Seus objetivos na política? Defender a família. À primeira vista, pode parecer um despropósito que um agressor de mulher e um condenado por feminicídio entrem na política para defender a família. No entanto, olhando de perto, veremos que não é.

    Destaque-se, desde já, que isso demonstra a força da “defesa da família” como poderoso slogan político. Ele atrai olhares, confere votos. Destaque-se, igualmente, que ele, qual guarda-chuva, alberga os mais variados sujeitos e interesses. E não menos importante: via de regra, nas mãos dos conservadores e reacionários, serve de instrumento de combate aos direitos das mulheres.

    Lembremos que a Justiça de Minas Gerais absolveu homem de 35 anos acusado de estupro de menina de 12 anos alegando “vínculo afetivo” e “formação familiar”. Dolabella e Bruno são coerentes quanto a isso.

    Como se vê, agora o machismo já não se reproduz através da tradição e das cotidianas relações. Agora, ele assume traços cada vez mais violentos e ganha para si uma militância muito aguerrida, orgulhosa, que atua no cotidiano, nos partidos políticos, nas igrejas e nas redes sociais. Não podemos nos contentar em opor uma resistência menor a essa barbárie.

    Virilidade de vidro. Talvez, de cristal. Transparente fragilidade. E toda macheza assim afetada não procura senão esconder recalque e insegurança. Violentos, os que se lançam machões sobre as mulheres não conseguem esconder sua covardia. E quão microscópico não deve ser o homem que, para aparentar razoável estatura, tem que apequenar uma mulher!

    Israel Souza

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