A Justiça do Acre revogou a prisão temporária dos jogadores Matheus Silva (Manga) e Alex Pires (Lekinho), do Vasco-AC, investigados por suposto estupro coletivo ocorrido no alojamento do clube, em Rio Branco. A decisão ocorreu após a autoridade policial não encontrar elementos que indiciassem os jogadores.
Segundo o advogado Robson Aguiar, que atua na defesa de Alex Pires, no relatório final da delegada Elenice Carvalho, não foram encontrados indícios de crime nem elementos que comprovassem a participação dos atletas. O advogado também afirmou que a pessoa com quem Alex Pires teve relacionamento afirma categoricamente que a relação sexual foi com consentimento.
“Tal fato sempre foi a arma da defesa desde o início, falando para todos que o senhor Alex pires jamais tinha cometido qualquer delito ou infração penal, razão pela qual não houve alternativa a não ser o reconhecimento de que sua conduta não teve nenhum respaldo delituoso”, declarou.
O advogado Atevaldo Santana, que representa o jogador Matheus Silva, afirmou que a defesa considera que houve precipitação na decisão inicial de prender os atletas e informou que pretende ingressar com ação contra o Estado do Acre por danos causados ao jogador. Também avalia a possibilidade de medidas na esfera criminal por denunciação caluniosa.
“Eu, como advogado do Matheus, estou tomando essa decisão de processar o estado do Acre por agir de forma precipitada contra ele. Em relação às possíveis vítimas, tem que ter um processo contra elas, pelo crime de denunciação caluniosa. Não se denuncia ninguém sabendo que ela é inocente”, afirmou.
Em nota publicada nas redes sociais, a equipe do Vasco-AC declara sempre ter acreditado na inocência dos atletas e parabeniza a delegada responsável pelo caso, Dra. Elenice Carvalho.
“Sempre acreditamos na presunção de inocência. Após investigação da DEAM, os atletas Manga e Lekinho não foram indiciados.
Parabenizamos a Dra. Elenice Carvalho, da DEAM, pela coragem de corrigir uma injustiça que estava sendo cometida com esses rapazes.
Agora, aguardamos que todos que foram às redes sociais incriminar prematuramente os atletas tenham a humildade de se retratar, assim como os veículos de comunicação.
Quanto a Brayan e Erick Serpa, aguardaremos a conclusão do processo.”
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Relembre o caso
A justiça do Acre decretou a prisão preventiva dos jogadores do Vasco da Gama-AC Alex Pires Júnior, Matheus Silva, Brayan Peixoto e Erick Luiz Serpa, acusados de susposto estupro coletivo durante o carnaval deste ano (2026).
Alex Pires se apresentou à Polícia Civil na Delegacia de Flagrantes (Defla) no dia 17 de fevereiro. O atleta declarou estar à disposição da justiça e negou qualquer envolvimento no crime. Já Matheus Silva e Brian Peixoto se apresentaram na Delegacia da Mulher. Eric Luiz Serpa teve prisão preventiva em flagrante no dia 15 de fevereiro.
Com a conclusão do inquérito e a revogação das prisões, os jogadores respondem em liberdade e não foram indiciados no relatório final da polícia.



